Mercosul: chanceler da Bolívia nega ruptura democrática no país

A atual ministra das Relações Exteriores do país, Karen Longaric, representa a presidente interina na 55ª Cúpula do bloco

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atualizado 06/12/2019 9:34

Enviada especial a Bento Gonçalves (RS) – A atual ministra das Relações Exteriores da Bolívia, Karen Longaric (foto em destaque), ao representar o país na 55ª Cúpula do Mercosul, nessa quinta-feira (05/12/2019), em Bento Gonçalves, negou que haja uma ruptura democrática no país.

Segundo ela, Evo Morales renunciou ao mandato voluntariamente após pressão popular. “Como poderia ser descrito como golpe de Estado se a Assembleia Constitucional, com dois terços de representantes do governo de Evo Morales, continua funcionando de forma ininterrupta e aprovou, de forma unânime, a realização de novas eleições?”, questionou.

A chanceler ainda reafirmou que houve ilegalidades nas eleições vencidas no primeiro turno por Evo Morales e agradeceu a preocupação de países do bloco com a Bolívia, que, segundo ela, continuará priorizando fazer parte do Mercosul.

“Desejo reafirmar nossa prioridade de contribuir de forma proativa com o processo de integração do Mercosul. Agradeço pela preocupação e acompanhamento da dramática situação que a Bolívia vive”, declarou.

Longaric lembrou que uma auditoria pela Organização dos Estados Americanos (OEA) revelou “manipulação ilícita” dos resultados e reforçou o compromisso da atual presidente interina da Bolívia, Jeanine Añez, em realizar novas eleições.

“Nós próximos meses, a Bolívia terá um processo eleitoral dos mais livres de sua história”, disse a chanceler.

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