Maia sobre anúncios do governo em sites impróprios: “Espero que seja erro”

Um relatório da CPMI das Fake News identificou mais de 2 milhões de anúncios do governo em sites que iam de pornô a fake news

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, sentado a mesa durante café da manhã com jornalistasIgo Estrela/Metrópoles

atualizado 03/06/2020 15:37

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse nesta quarta-feira (3/6) que “espera que seja um erro” os milhares de anúncios feitos pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom) em sites impróprios, como de pornô e fake news.

“Eu espero que o governo não tenha feito isso de forma organizada, que tenha sido um erro”, afirmou Maia em coletiva de imprensa.

Para o deputado, é importante que o Congresso Nacional avance no tema para dar “maior transparência” e mais informação para saber quem de fato tem patrocinado e financiado a propagação de notícias falsas no Brasil.

“A lei vem com a intenção de dar mais transparência e melhor informação para que saibamos, de fato, quem está patrocinando e financiando de forma objetiva as fake news no Brasil”, pontuou.

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Conteúdo inapropriado

Um relatório produzido pela CPMI das Fake News identificou 2,065 milhões de anúncios em redes sociais, sites e aplicativos de conteúdo “inapropriado” pagos pela Secom. Entre os canais de divulgação estariam sites de notícias falsas e plataformas de pornografia.

O destino principal da verba era para a veiculação da campanha sobre a reforma da Previdência, que foi distribuída por meio da plataforma Adwords e Adsense, do Google.

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