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Política

Maia pauta MP do auxílio emergencial e governo tenta reverter

Ação é uma resposta à acusação de Bolsonaro de o presidente da Câmara dos Deputados não votar a 13ª parcela do Bolsa Família

18/12/2020 12:39, atualizado 18/12/2020 12:40
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ALOISIO MAURICIO/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO
RODRIGO MAIA

Depois que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) acusou Rodrigo Maia (DEM-RJ) de não votar votar a 13ª parcela do Bolsa Família, o presidente da Câmara reagiu.

Em entrevista ao blog da Andréia Sadi, Maia chamou o presidente Bolsonaro de “mentiroso” e pautou a medida provisória que prorrogou o auxílio emergencial até dezembro, incluindo o pagamento do 13º do Bolsa Família em 2020, para esta sexta-feira (18/12).

“Já que o governo quer o 13º do Bolsa Família, vão poder defender a medida na MP do auxílio”, afirmou o presidente da Câmara. Agora, o governo trabalha para reverter o cenário e convencer Rodrigo Maia a remover o item da pauta.

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Ex-presidente da Câmara cogita saída do partido
Bolsonaro afirmou que Maia "deixou caducar" o 13° salário do Bolsa Família
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Bolsonaro afirmou que Maia "deixou caducar" o 13° salário do Bolsa Família

Fábio Vieira/Especial Metrópoles
Ex-presidente da Câmara cogita saída do partido
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Ex-presidente da Câmara cogita saída do partido

Igo Estrela/Metrópoles

Em live realizada na quinta-feira (17/12), Bolsonaro afirmou que Maia foi o responsável por travar a análise da medida provisória que tratava do pagamento da 13ª parcela do Bolsa Família ainda em 2020.

“O 13º do salário do Bolsa Família não teve este ano porque o presidente da Câmara deixou caducar. Cobra do presidente da Câmara”, disse Bolsonaro.

O governo enxerga a iniciativa do presidente da Câmara como “retaliação” a Bolsonaro depois da declaração. Como não existe uma fonte definida para o projeto, o governo deseja retirar o tema da pauta e afirma que não há acordos com partidos para a votação da medida.

Preocupação econômica

A equipe econômica do governo demonstra preocupação com a possibilidade da votação da MP, uma vez que abre brecha para que o auxílio emergencial seja prorrogado para 2021. Caso isso aconteça, o governo terá que se manifestar e dizer que não pode votar, o que trará desgaste político ao presidente Bolsonaro.

Ricardo Barros (PP-PR), líder do governo na Câmara, afirmou que, como o relatório não vai estar pronto em menos de 24 horas, é pouco provável que a medida provisória seja votada ainda nesta sexta. Apesar disso, ele trabalha para a retirada da pauta de maneira definitiva, para que não haja votação na segunda (21/12).