Maia nega que antecipação de auxílio-mudança tenha a ver com reeleição

Ao todo, 505 deputados receberam o benefício, o que totalizou gastos da ordem de R$ 17 milhões

atualizado 05/01/2019 19:45

MICHAEL MELO/METRÓPOLES

Em campanha para sua reeleição à presidência da Câmara, o deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ) negou que a antecipação do auxílio-mudança esteja relacionada à sua candidatura. Reportagem publicada neste sábado (5/1) pelo jornal O Estado de S.Paulo mostra que Maia antecipou o pagamento de auxílio-mudança aos deputados. O benefício, equivalente a um salário – R$ 33,7 mil -, é tradicionalmente pago ao fim do mandato, que acaba em 31 de janeiro, mas foi depositado no dia 28 de dezembro na conta dos parlamentares. Ao todo, 505 deputados receberam o benefício, o que totalizou R$ 17 milhões.

“Não tem nada a ver com campanha. Se eu pagasse tudo junto neste ano, teria um impacto orçamentário muito grande”, disse Maia. Ele afirmou ainda que a reforma da Previdência será sua primeira prioridade na Casa. Depois disso, o foco será na Tributária. O deputado lembrou que, como está em campanha para a reeleição, deverá entrar em contato com os 513 deputados.

O presidente da Câmara foi a Goiânia para visitar o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (DEM-GO). Caiado aproveitou a visita para declarar seu apoio à candidatura do correligionário. “Tenho certeza de que toda a bancada estará conosco”, disse Caiado, em uma coletiva transmitida pelo Facebook, em referência aos deputados eleitos por Goiás. O governador deve se reunir com os parlamentares eleitos na próxima semana.

Na coletiva, Caiado disse que Maia pode ajudar a resolver a crise dos estados. “Sei como fazer, vou te ajudar”, disse Maia ao governador goiano.

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