Maia é contra revisão da meta fiscal e aumento dos gastos pelo governo
"Não é correto gerar mais R$ 30, 40, 50 bilhões de gastos para a população pagar", afirmou o presidente da Câmara dos Deputados

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), utilizou sua conta oficial no Twitter no início da tarde deste sábado para dizer que é contra a alteração da meta fiscal deste ano, de déficit de R$ 139 bilhões. “A minha posição é de que a meta fiscal fique onde está. Não é correto gerar mais R$ 30, 40, 50 bilhões de gastos para a população pagar”, escreveu.
Para o parlamentar fluminense, primeiro na linha sucessória em caso de queda de Temer, se o governo não tem condições de cumprir a meta estabelecida, tem que construir soluções sem aumento de gastos. “Todo mundo tem o seu orçamento e precisa viver dentro do seu orçamento. A União, os Estados e municípios também. Se nós não temos condição de cumprir a meta, que se construa as soluções (sic), mas não aumentando os gastos”, declarou.
A minha posição é que a meta fiscal fique onde está. Não é correto gerar mais 30, 40, 50 bilhões de gastos para a população pagar.
— Rodrigo Maia (@DepRodrigoMaia) 29 de julho de 2017
Se nós não temos condição de cumprir a meta, que se construa as soluções, mas não aumentando os gastos.
— Rodrigo Maia (@DepRodrigoMaia) 29 de julho de 2017
Para tentar conter a crise fiscal, o governo anunciou nessa quinta-feira (27/7) um corte de R$ 5,9 bilhões no Orçamento de 2017. A nova tesourada atingiu principalmente os investimentos do Programa de Aceleração ao Crescimento (PAC). Do total contingenciado pelo governo, R$ 5,2 bilhões sairão do orçamento do programa. Antes disso, a equipe econômica havia decidido aumentar a alíquota de PIS/Cofins sobre os combustíveis, para aumentar a arrecadação.



