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A área técnica do governo discute internamente a possibilidade de mudar a meta fiscal deste ano, que prevê um déficit de, no máximo, R$ 139 bilhões. A equipe econômica não tem mais margem para administrar frustrações de receitas. Além disso, depende da concretização de um elevado volume de receitas extraordinárias, previstas em programas de parcelamentos de dívidas e venda de ativos, como a Lotex, conhecida como “raspadinha”.

Apesar de manter o compromisso de cumprir a meta atual, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, mudou de tom e não fechou nesta terça-feira (25/7), as portas para uma eventual mudança. Em São Paulo, onde participou de uma cerimônia em homenagem ao fundador da Editora Três, Domingo Alzugaray, que morreu na segunda-feira (24), o ministro disse que não há “no momento” essa decisão.

Meirelles deixou claro, no entanto, que, se houver a necessidade, a condução dessa discussão será feita pelo Ministério da Fazenda e não pela ala política do governo.

“Não há no momento esta decisão. Mas, como temos dito em relação a várias outras coisas, inclusive, em relação ao próprio aumento de impostos, faremos o que for necessário e melhor para o país dentro de uma perspectiva de realidade tributária. Portanto, qualquer coisa que for levado a presidente da República será com o nosso de acordo”, afirmou Meirelles.

A preocupação do ministro foi afastar rumores de que teria condicionado a sua permanência no cargo à manutenção da meta, o que foi negado por ele.

 

 

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