Maia diz que MP de Bolsonaro é “capenga” e cobra novo texto

O presidente da Câmara afirmou que o documento assinado ontem pelo presidente é diferente do negociado por ele com a equipe econômica

atualizado 23/03/2020 13:17

RODRIGO MAIAALOISIO MAURICIO/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), classificou nesta segunda-feira (23/03) a Medida Provisória (MP) 927/2020 do governo, que altera leis trabalhistas, de “capenga” e cobrou que o Executivo mande um novo texto com soluções a longo prazo para a crise em decorrência da pandemia do coronavírus no Brasil.

“Mandaram uma MP capenga. Não dá para construir soluções pontuais a cada momento. Vai criar mais problema mais estresse. Tem que construir um planejamento melhor para essas medidas [econômicas]”, afirmou, em entrevista virtual feita pelo banco BTG Pactual.

Maia explicou que o que vinha sendo tratado com o governo abrangia outros pontos, que ficaram de fora do texto assinado na noite de domingo (22/03) pelo presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido).

“Nessa MP vinha aquela redução de 50%, até dois salários. Está até na exposição de motivos essa parte que o governo entraria com R$ 10 bilhões, mas sumiu do texto”, justificou Maia.

Segundo o presidente da Câmara, a medida criou uma “crise desnecessária” e cobrou do governo a construção de uma nova MP com uma solução clara para a manutenção dos empregos. “Ficou apenas a insegurança entre as relações de trabalho entre empregador e empregado”, concluiu.

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