Lira sobre declaração de Bolsonaro: “Na presidência da Câmara ninguém influi”

O presidente, todavia, assumiu, nessa quarta-feira (27/1), que pretende "influir na eleição da Câmara"; Baleia Rossi reclamou

atualizado 28/01/2021 16:25

O deputado federal e candidato à presidência da Câmara Arthur Lira (PP), durante coletiva de imprensa na Associação Comercial de São Paulo, na região central, nesta tarde de quinta-feira (21).Fábio Vieira/Metrópoles

O deputado federal Arthur Lira (PP-AL), candidato apoiado pelo Palácio do Planalto à sucessão de Rodrigo Mais (DEM) na Câmara dos Deputados, afirmou, nesta quinta-feira (28/1), que “na presidência da Câmara ninguém influi”.

“Na presidência da Câmara ninguém influi. Eu sou um candidato que, se tiver oportunidade de ser eleito, serei independente, altivo, serei autônomo e serei harmônico. Eu não vou procurar briga ou insuflar qualquer tipo de discussão que não sejam as propostas deste período deste período de eleição”, declarou Lira a jornalistas.

A declaração do deputado, no entanto, vai na contramão do que disse nesta quarta-feira (27/1) o presidente Jair Bolsonaro, (em partido): ele afirmou que vai “influir na eleição da Câmara”.

Aliados de o deputado Baleia Rossi (MDB-SP), adversãrio de Lira na disputa interna da Casa, dizem que o governo tem liberado milhões de emendas e cargo no Executivo em apoio ao líder do Centrão.

Perfis traçados

“A gente age com absoluta tranquilidade. Esse momento não é momento de baixar nível de campanha, as propostas dos dois candidatos já são conhecidas, cada um sabe o que fala e o que os deputados esperam. Os perfis já estão traçados, ninguém muda voto de ninguém numa altura dessa”, ressaltou Arthur Lira.

“Cada um tem que terminar com a altivez necessária para saber que dia 2 [de fevereiro] vamos precisar estar juntos para votar as pautas que o Brasil precisa”, acrescentou.

Rossi havia dito, mais cedo, que a interferência do governo “apequena o Parlamento”. “A interferência excessiva do Executivo no Legislativo não é boa para o Parlamento, não é boa para o Brasil”.

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