Bolsonaro diz que “se Deus quiser” Arthur Lira será presidente da Câmara

Lira é o candidato do Palácio do Planalto para presidir a Câmara. Baleia Rossi (MDB-SP) é seu grande rival na disputa

atualizado 28/01/2021 14:16

Jair Bolsonaro e Arthur LiraReprodução/Facebook

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) disse nesta quinta-feira (28/1) que, “se Deus quiser”, o líder do Centrão, Arthur Lira (PP-AL), será eleito presidente da Câmara dos Deputados. A disputa interna ocorre na próxima segunda-feira (1º/2), às 19h.

Bolsonaro cometeu um ato falho no discurso, ao afirmar que, uma vez eleito, o aliado passaria a ser o “segundo homem na linha hierárquica do Brasil” – o segundo na ordem sucessória é o vice-presidente, Hamilton Mourão. O presidente da Câmara é o terceiro.

“Amigos de Sergipe, amigos de Alagoas, se Deus quiser, na segunda-feira, teremos o segundo homem na linha hierárquica do Brasil, eleito aqui no Nordeste para a Câmara dos Deputados, o deputado Arthur Lira. Se Deus quiser, o nosso presidente”, declarou o mandatário do país, durante discurso em agenda em Sergipe.

O chefe do Executivo já havia expressado publicamente o apoio a Lira em conversas com aliados. A quatro dias da eleição na Câmara, na qual só os deputados votam, Bolsonaro cita o nome do parlamentar, do qual se aproximou ao longo de 2020.

O principal adversário de Lira é Baleia Rossi (MDB-SP), presidente nacional do MDB e candidato do atual presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), com quem Bolsonaro passou a antagonizar frontalmente. Baleia conta com o apoio de siglas da oposição.

Nesta quinta, Bolsonaro inaugurou uma ponte sobre o Rio São Francisco, na BR-101, que liga cidades de Sergipe e Alagoas. Acompanham o presidente na agenda os ministros do Turismo, Gilson Machado, da Infraestrutura, Tarcísio Gomes, e das Relações Exteriores, Ernesto Araújo. A comitiva presidencial retorna a Brasília na tarde desta quinta.

Disputa na Câmara

O bloco de Lira conta com o apoio de PP, PSL, PL, PSD, Republicanos, Pros, Patriota, PSC, PTB e Avante — 249 parlamentares. O Podemos, com 10, apesar de não ter oficializado, deve seguir com ele, totalizando 259 deputados.

Rossi, que é apoiado pelo presidente da Câmara e pela oposição, contabiliza o apoio de 12 partidos — PT, MDB, PSB, PSDB, DEM, PDT, Solidariedade Cidadania, PV, PCdoB e Rede —, que somam 242 parlamentares.

Também se lançaram na disputa Alexandre Frota (PSDB-SP), André Janones (Avante-MG), Capitão Augusto (PL-SP), Fábio Ramalho (MDB-MG), General Peternelli (PSL-SP), Luiza Erundina (PSol-SP) e Marcel Van Hattem (Novo-RS).

Para que seja eleito, o candidato precisa obter 257 votos. Se nenhum alcançar esse número no primeiro turno, a disputa vai para uma segunda votação com os dois mais votados. A votação é secreta.

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