Lira: “Câmara fala quando é necessário, não quando querem obrigá-la”

Presidente da Câmara rebateu críticas que recebeu por ter silenciado frente aos recentes ataques de Bolsonaro às urnas

atualizado

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Arthur Lira
1 de 1 Arthur Lira - Foto: Igo Estrela/Metrópoles

O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), rebateu, nesta quarta-feira (27/7), as críticas que recebeu por ter silenciado diante da reunião do presidente Jair Bolsonaro (PL) com embaixadores, em que o mandatário do país voltou a atacar a lisura do sistema eleitoral brasileiro. O deputado defendeu que a “Câmara fala quando é necessário falar, não quando querem obrigá-la a falar”.

“Dei mais de 20 mensagens mundo afora que sempre fui a favor da democracia, de eleições transparentes e que confio no sistema eleitoral. Instituições no Brasil são fortes, são perenes e nunca serão redes sociais. Não podemos banalizar as palavras das autoridades no Brasil. Não farão isso na Câmara dos Deputados, enquanto for presidente”, disse o deputado (à esquerda na foto principal).

A manifestação ocorreu durante convenção partidária do Progressistas, que oficializou o apoio da legenda ao PL e à candidatura de Bolsonaro à reeleição. O evento contou com a presença do presidente da República, da primeira-dama Michelle Bolsonaro, além de ministros, governadores e outros filiados ilustres da sigla.

O presidente da Câmara recebeu críticas, inclusive de aliados, pelo silêncio após Bolsonaro convocar embaixadores de nações aliadas para colocar em dúvida a segurança e transparência das urnas eletrônicas. Conforme noticiado pela coluna Guilherme Amado, houve pressão do próprio partido por uma manifestação de Lira rebatendo os ataques de Bolsonaro.

Reunião com embaixadores

Em encontro convocado por Bolsonaro com embaixadores de 40 países, o presidente voltou a lançar dúvidas sobre o sistema eleitoral brasileiro de urnas eletrônicas. Por mais de 45 minutos, o chefe do Executivo também criticou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e afirmou que o governo está empenhado em apresentar uma “saída” para as eleições deste ano.

As falas do presidente levaram parlamentares da oposição a pedir ao Supremo Tribunal Federal (STF) a abertura de investigação contra o chefe do Executivo federal.

Deputados do PT, PSol, PCdoB, PDT, Rede, PSB e PV denunciam a prática de crime contra as instituições democráticas, de crime eleitoral, crime de responsabilidade, de propaganda eleitoral antecipada e ato de improbidade administrativa.

Advogados ligados a Lula veem crime de Bolsonaro em ato com diplomatas

O chefe do Palácio do Planalto repetiu argumentos desmentidos por órgãos oficiais e reiterou que as eleições deste ano devem ser “limpas” e “transparentes”. Mais uma vez, Bolsonaro não apresentou provas contra o sistema eleitoral.

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