Líderes decidem: Previdência só após PL dos militares chegar à Câmara

Líder do PSL despistou sobre a definição do nome da legenda para a presidência da CCJ, negando que Felipe Francischini esteja confirmado

atualizado 11/03/2019 21:51

Hugo Barreto/Metrópoles

O presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), reuniu na tarde desta segunda-feira (11/3) os líderes partidários para discutir o início da tramitação da reforma da Previdência. A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa, onde a reforma começa a tramitar, deve ser instalada nesta quarta-feira (13), com a definição dos membros do colegiado.

Em decisão “consensual”, os líderes concordaram em não votar a admissibilidade da proposta para os civis sem antes o projeto de lei que trata dos militares chegar à Câmara. A instalação da CCJ está marcada para as 19h desta quarta (13).  Ao votar a admissibilidade de um projeto, a CCJ diz se ele reúne os critérios legais, constitucionais e regimentais para ser tramitado no Congresso. O líder da Oposição, deputado Alessandro Molon (PSB-RJ), considerou uma “conquista” dos partidos oposicionistas o comprometimento com a chegada da reforma dos militares à Casa.

O líder do PSL na Câmara, Delegado Waldir (GO), também afirmou que o governo deve primeiro estabelecer sua base no Congresso. Ele despistou sobre a definição de um nome na presidência da CCJ, negando que Felipe Francischini (PSL-PR) esteja confirmado, como afirmou a líder do governo no Congresso e correligionária de ambos, deputada Joice Hasselmann (SP).

Questionado pelo Metrópoles sobre o que os parlamentares acham que falta do governo, o líder afirmou que “não há uma cobrança”, mas que os deputados reconhecem que é preciso consolidar uma base de apoio do Planalto no Congresso. “Hoje o governo não tem sua base ainda, então tem que montar para votar a reforma da Previdência. Penso que o presidente Rodrigo Maia está tomando a frente dessa articulação”, completou.

Antes da reunião, o líder do PRB, Johnatan de Jesus (RR), já havia dito a jornalistas que o governo não tem base consolidada na Câmara e que, se a votação da proposta fosse hoje, o partido – que tem 31 deputados -, votaria contra a proposta. Por enquanto, segundo ele, o governo só tem os 54 votos do PSL.

O encontro aconteceu um dia depois de Maia se reunir, fora da agenda, com o presidente Jair Bolsonaro (PSL), durante o fim de semana. Do encontro, resultou uma estratégia para que os deputados se sintam mais “contemplados” pelo governo, envolvendo da negociação de cargos de segundo e terceiro escalões nas estruturas do governo a reuniões com parlamentares no Palácio do Planalto.

Os partidos ainda precisam indicar os membros da comissão e partidos de oposição, que ameaçavam não indicar os nomes nesta semana, já concordaram em fazer as indicações logo após a instalação da CCJ.

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