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Política

Governo muda data de exoneração de Weintraub para antes de sua ida aos EUA

Abraham Weintraub viajou na condição de ex-ministro e teria usado de benefícios diplomáticos do cargo que não ocupava mais

23/06/2020 08:13, atualizado 23/06/2020 12:13
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reprodução/ redes sociais
Abraham Weintraub agradece as "dezenas de pessoas" que o ajudaram a sair do país

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) retificou a exoneração do ex-ministro da Educação Abraham Weintraub em decreto publicado na manhã desta terça-feira (23/6), no Diário Oficial da União (DOU). Na publicação, o governo corrige a data em que Weintraub deixou o Ministério da Educação de 20 para 19 de junho.

A primeira versão da exoneração saiu em edição extra do DOU no dia 20 de junho, horas depois de o ex-ministro pousar em solo norte-americano. Weintraub, portanto, teria feito uso de passaporte diplomático e visto especial para entrar nos Estados Unidos quando não era mais ministro da Educação.

O ex-chefe da Educação desembarcou pouco depois das 7h desse sábado (20/06) em Miami. Ele deixou o Brasil após centralizar forte tensão entre o governo do presidente Jair Bolsonaro e o Supremo Tribunal Federal (STF).

Weintraub chegou aos Estados Unidos como ministro e se apresentou como tal. Pouco mais de duas horas depois, o Diário Oficial da União (DOU) oficializava a perda do cargo.

Parlamentares chegaram a pedir ao Supremo Tribunal Federal (STF) que apreendesse o passaporte do ex-ministro, solicitação que não chegou a ser apreciada.

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Ele assumiu o lugar de Ricardo Vélez, em 2019
O ministro foi alvo de críticas por causa de cortes em bolsas de pesquisa
Ele é um forte aliado do presidente Jair Bolsonaro
A permanência de Weintraub no MEC ficou insustentável após os ataques que ele fez aos ministros do STF, a quem chamou de "vagabundos"
Remanescentes do acampamento Agro se encontram com o  então ministro da Educação, Abraham Weintraub
Abraham Weintraub deixou o MEC
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Abraham Weintraub deixou o MEC

Andre Borges/Especial para o Metrópoles
Ele assumiu o lugar de Ricardo Vélez, em 2019
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Ele assumiu o lugar de Ricardo Vélez, em 2019

Gabriel Jabur/MEC
O ministro foi alvo de críticas por causa de cortes em bolsas de pesquisa
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O ministro foi alvo de críticas por causa de cortes em bolsas de pesquisa

Andre Borges/Esp. Metrópoles
Ele é um forte aliado do presidente Jair Bolsonaro
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Ele é um forte aliado do presidente Jair Bolsonaro

Rafaela Felicciano/Metrópoles
A permanência de Weintraub no MEC ficou insustentável após os ataques que ele fez aos ministros do STF, a quem chamou de "vagabundos"
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A permanência de Weintraub no MEC ficou insustentável após os ataques que ele fez aos ministros do STF, a quem chamou de "vagabundos"

Fotos: Hugo Barreto/Metropoles
Remanescentes do acampamento Agro se encontram com o  então ministro da Educação, Abraham Weintraub
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Remanescentes do acampamento Agro se encontram com o então ministro da Educação, Abraham Weintraub

Fotos: Hugo Barreto/Metropoles
Weintraub, na Esplanada, sem a máscara. Nesse dia, ele foi multado em R$ 2 mil pelo GDF
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Weintraub, na Esplanada, sem a máscara. Nesse dia, ele foi multado em R$ 2 mil pelo GDF

Fotos: Hugo Barreto/Metropoles
Ministério da Educação recebeu o auto de infração contra Weintraub no dia 15 de junho
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Ministério da Educação recebeu o auto de infração contra Weintraub no dia 15 de junho

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Andre Borges/Esp. Metrópoles
A permanência de Weintraub no MEC ficou insustentável após os ataques que ele fez aos ministros do STF, a quem chamou de "vagabundos"
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A permanência de Weintraub no MEC ficou insustentável após os ataques que ele fez aos ministros do STF, a quem chamou de "vagabundos"

Andre Borges/Esp. Metrópoles
Após saída do governo, Weintraub foi indicado para o Banco Mundial
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Após saída do governo, Weintraub foi indicado para o Banco Mundial

Andre Borges/Esp. Metropoles
Weintraub é investigado no Inquérito das Fake News no STF
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Weintraub é investigado no Inquérito das Fake News no STF

Reprodução/Redes Sociais
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O ex-ministro da Educação Abraham Weintraub, irmão de Arthur, também está morando fora do Brasil, após ser indicado para diretoria do Banco Mundial
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O ex-ministro da Educação Abraham Weintraub, irmão de Arthur, também está morando fora do Brasil, após ser indicado para diretoria do Banco Mundial

Luciano Freire/MEC

Weintraub responde a dois inquéritos na Justiça brasileira. Um deles diz respeito ao processo que investiga fake news e ameaças a ministros do STF; o outro investiga se ele cometeu racismo ao compartilhar imagem comparando o jeito de falar dos chineses ao do personagem Cebolinha, de Maurício de Sousa.