Governo comemora aprovação do cadastro positivo na Câmara
Nesta noite, deputados aprovaram proposta que prevê inclusão automática de consumidores em uma espécie de banco nacional de bons pagadores

O ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun (foto em destaque), comemorou nesta quarta-feira (9) a aprovação do cadastro positivo na Câmara dos Deputados. Os parlamentares aprovaram, nesta noite, o texto-base do Projeto de Lei Complementar (PLP) nº 411/17, que prevê a inclusão automática de consumidores em uma espécie de cadastro nacional de bons pagadores.
“Entendemos que facilita o ambiente de negócios e atua no sentido da concretização de um objetivo nosso, a fim de a diminuição dos juros [básicos da economia] chegar também ao consumidor. Estamos felizes com a atuação da Câmara dos Deputados. Estão de parabéns o presidente da Casa, os líderes e os parlamentares que votaram conosco”, disse Marun, em entrevista coletiva, no Palácio do Planalto.A pauta era acompanhada de perto pelo governo, que considera o cadastro positivo um facilitador de crédito e, com isso, um estímulo ao consumo. A inclusão no cadastro, no entanto, não é obrigatória. De acordo com o projeto, o banco deve comunicar o cliente sobre a inclusão, além de informar os canais disponíveis para o cancelamento desse cadastro no banco de dados.
“Candidaturas do atraso”
Perguntado sobre campanha eleitoral, Marun defendeu que o candidato do governo, ainda não definido, será “a agenda correta” para o Brasil. “Será que alguém vai ser candidato para fazer a inflação crescer e o juro crescer? A agenda correta para o Brasil e a continuidade do crescimento é a nossa”, disse.
O ministro classificou de “candidaturas do atraso” aquelas que não defenderem pautas da gestão atual, como a fixação de um teto de gastos para o governo e a reforma da Previdência, e citou como exemplo os primeiros colocados nas últimas pesquisas eleitorais – Lula (PT), Marina Silva (Rede), Jair Bolsonaro (PSL), além de Ciro Gomes (PDT).
“As candidaturas que hoje estão à frente nas pesquisas representam o atraso, o retrocesso. Entendem que o limite ao crescimento do teto de gastos não é válido. Não tiveram coragem de dizer que o Brasil precisa de uma reforma da Previdência. Quem não teve coragem de dizer isso claramente, para mim, já representa um atraso”, encerrou Marun.


