Governo agora quer CPMF contra desemprego entre jovens, diz jornal
Imposto bancaria desoneração da folha de pagamento a quem aceitasse menos direitos trabalhistas e aderisse à capitalização, segundo a Folha

A equipe do ministro da Economia, Paulo Guedes, está finalizando duas propostas complementares para enviar ao Congresso, simultaneamente. De um lado, irá o da reforma tributária que inclui a volta da CPMF; de outro, um projeto para criar a chamada “carteira verde e amarela”, que reduz direitos trabalhistas em troca de uma desoneração tributária como forma de estimular a geração de empregos – proposta anunciada desde a campanha eleitoral que levou Jair Bolsonaro (PSL) ao Palácio do Planalto.
O modelo evoluiria para, em cerca de um ano, abrir espaço para a adoção da capitalização, já rejeitada na tramitação da reforma da Previdência na Câmara dos Deputados. As informações são do jornal Folha de S.Paulo.
Tanto a nova CPMF e quanto a capitalização são medidas polêmicas, que têm sido rechaçadas entre políticos e economistas.
O debate sobre essa nova carteira, que deve ser rebatizada de Emprego Verde e Amarelo, estava parado desde o início do ano. O modelo de contratação que reduz direitos trabalhistas foi idealizado por Guedes e vem sendo defendido por ele e até pelo presidente Jair Bolsonaro, desde o início do mandato, como alternativa para gerar um choque de empregos no país.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesSeriam preservadas somente as garantias trabalhistas previstas na Constituição —como 13º salário, férias remuneradas e FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço).
Ainda não há definição da lista exata de garantias trabalhistas no novo modelo.



