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Política

Gleisi diz que Lira não pode transformar votações em "queda de braço"

Presidente do PT, Gleisi Hoffmann fez menção a dois projetos na Câmara: a taxação de fundos no exterior e o novo marco fiscal

Flávia Said22/08/2023 13:35
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Vinícius Schmidt/Metrópoles
Gleisi Hoffmann Felipe Neto

A presidente nacional do PT, deputada Gleisi Hoffmann (PR), disse nesta terça-feira (22/8) que o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), não pode transformar votações na Casa em uma “queda de braço com o governo”.

Gleisi afirmou que Lira “precisa entender” que a taxação dos fundos de brasileiros nos paraísos fiscais e as mudanças que o Senado fez no novo marco fiscal “interessam acima de tudo ao país”.

“Não faz sentido transformar essas duas votações em queda de braço com o governo, porque todos vão sair perdendo, exceto os super ricos que não pagam imposto e os que não suportam ver o país crescer e gerar empregos, com investimentos públicos e privados”, continuou a petista em mensagem pelas redes sociais. “É hora de pensar no Brasil em primeiro lugar”, concluiu.

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Presidente do PT, Gleisi Hoffmann
Gleisi Hoffmann, presidente do PT
Gleisi Hoffmann, presidente do PT
Ministra da SRI, Gleisi Hoffmann
Gleisi Hoffmann, ex-presidente nacional do PT
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Gleisi Hoffmann, ex-presidente nacional do PT

Hugo Barreto/Metrópoles

O novo marco fiscal, regime que vai substituir o atual teto de gastos, ainda precisa passar por uma última votação na Câmara. Deputados resistem a apoiar as mudanças feitas no texto pelos senadores.

O atraso nessa votação se deve também à indefinição sobre a minirreforma ministerial que o presidente Lula (PT) prometeu fazer para atrair partidos do Centrão, entre eles o PP de Arthur Lira.

Apesar da ausência de Lula e do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que estão na África do Sul para a Cúpula dos Brics, há expectativa de que a votação ocorra nesta semana.

Taxação dos fundos exclusivos

A tributação dos fundos de brasileiros no exterior foi incluída na Medida Provisória (MP) que aumenta o salário mínimo. O relator, deputado Merlong Solano (PT-PI), incluiu a taxação para compensar o impacto da ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda (IR).

Defendida pela equipe econômica do governo, a iniciativa encontra resistência em Lira. Nas últimas semanas, Haddad e o presidente da Câmara divergiram sobre o tema, o que gerou comentários do ministro que desagradaram Lira.

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Antes da declaração de Gleisi, na segunda-feira (21/8) o secretário da Receita Federal, Robinson Barreirinha, havia publicado nas redes sociais um vídeo cobrando a aprovação da taxação dos fundos. Mal recebido por deputados, o vídeo, que chegou a ser distribuído a jornalistas pela assessoria do Ministério da Fazenda, foi apagado.