Filho de Bolsonaro justifica “segurança inédita” na posse do pai

Eduardo Bolsonaro escreveu nesta manhã, no Twitter, que avaliação de risco de haver algum atentado no evento é "a maior da história"

atualizado 24/12/2018 13:06

Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) afirmou na manhã desta segunda-feira (24/12), em sua conta oficial no Twitter, que a segurança no dia da posse do seu pai, o presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), será “inédita” porque a avaliação de risco é “a maior da história”.

Em setembro deste ano, Jair Bolsonaro foi alvo de atentado quando cumpria agenda de campanha eleitoral em Juiz de Fora (MG). Enquanto era carregado por uma multidão de apoiadores, Adélio Bispo esfaqueou o futuro mandatário do país. O capitão da reserva passou por dois procedimentos cirúrgicos. O autor do crime está preso desde o atentado, em uma penitenciária federal de Campo Grande (MS).

Conforme escreveu na rede social, Eduardo Bolsonaro acredita que o próximo presidente da República foi esfaqueado por um “PSOLista”. Diante disso, a proteção de seu pai deve ser reforçada.

A solenidade que marcará o início da gestão do capitão da reserva no Palácio do Planalto está prevista para começar às 14h05 do dia 1º de janeiro. Um ensaio para ajustar ações de logística e do esquema de segurança foi realizado no último domingo (23). Outra simulação deve ocorrer no próximo domingo (30).

Ensaio da posse
Ao contrário do esperado, o Rolls-Royce presidencial foi utilizado neste domingo no primeiro ensaio para a posse de Bolsonaro. Ainda há dúvidas se o conversível, de 1952, conduzirá o militar da reserva do Exército pela Esplanada dos Ministérios no próximo dia 1º de janeiro. Por motivos de segurança, o presidente eleito pode fazer o percurso, que tem início na Catedral de Brasília e vai até o Congresso Nacional, em um veículo blindado.

Veja imagens da simulação do desfile do presidente eleito: 

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Um dos presentes no ensaio foi o general Augusto Heleno, que chefiará o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) na gestão Bolsonaro. O militar seguiu o cortejo em um dos carros das Forças Armadas. Segundo o general, a decisão sobre o carro a ser usado no dia da posse será do próprio presidente eleito e deve ser tomada somente no dia 1º.

“Pode ser aberto, pode ser fechado”, disse Heleno. “Hoje é o primeiro ensaio. Tem muito detalhe para ser corrigido”, observou o general. Para esta simulação, dois militares fizeram o papel de Bolsonaro e da futura primeira-dama, Michelle. Dublês também atuaram como ministros, parlamentares e demais convidados.

Segurança reforçada
Na parte da manhã, membros das Forças Armadas testaram o plano de segurança traçado para a posse. O treinamento foi conduzido pelo Comando Militar do Planalto, com o apoio das forças de segurança do Distrito Federal, e incluiu posicionamento de atiradores de elite das Forças Armadas, varreduras pela Esplanada e sobrevoos de helicóptero.

Durante a simulação, foi possível notar atiradores estrategicamente posicionados no terraço do Palácio do Planalto e demais monumentos da Praça dos Três Poderes: Congresso Nacional e Supremo Tribunal Federal (STF). Militares também estudaram a área onde Bolsonaro receberá a faixa presidencial e definiram pontos de observação.

Veja mais imagens do ensaio geral: 

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Grupo de apoio
Caminhões do Exército se posicionaram nas imediações do Palácio do Planalto e da Catedral, local em que, tradicionalmente, tem início o percurso dos eleitos até a sede do Legislativo federal, onde a posse é dada pelo presidente do Congresso.

Durante os preparativos para o ensaio, um grupo de assessores com coletes da Presidência da República auxiliou na definição da logística a ser implementada, que inclui a instalação de grades de contenção, além de varreduras em pontos que fazem parte do trajeto a ser feito por Bolsonaro no grande dia.

Dezenas de trabalhadores responsáveis por montar as arquibancadas para receber o público, estimado em 500 mil pessoas, também atuaram perto do Congresso Nacional.

Este foi o primeiro ensaio e, por isso, a Esplanada do Ministérios permaneceu fechada entre 6h e 19h para carros nesse domingo. Só foi permitido o trânsito de pessoas a pé – seguindo o protocolo definido para o dia da posse, o que inclui restrições de vários objetos que podem dificultar o controle da segurança. Carrinhos de bebê, guarda-chuvas, máscaras, produtos inflamáveis, fogos de artifício, drones, animais, bebidas alcoólicas, apontadores a laser, armas de fogo e objetos cortantes estão proibidos.

 

Os últimos detalhes foram definidos menos de 24 horas antes do ensaio geral, pelo Itamaraty. Haverá uma segunda simulação, em 30 de dezembro, dois dias antes da posse. Além de cronometrar o evento minuto a minuto, evitando assim atrasos expressivos, os responsáveis pela logística observam, atentamente, cada etapa a fim de identificar possíveis falhas na segurança e no cerimonial.

Militares
Além da participação dos Dragões da Independência, guarda de honra da Presidência da República, tropas do Exército, Marinha e Aeronáutica estão envolvidas nos ensaios e no “dia D” de Bolsonaro. Elas estarão perfiladas e serão passadas em revista por Bolsonaro – que, ao assumir o Planalto, se torna, automaticamente, comandante e chefe das Forças Armadas – logo após o fim da solenidade no Congresso. Até a salva de tiros de canhão a ser dada depois dessa etapa está prevista no ensaio.

Em caso de chuva, o cerimonial colocará em prática um roteiro B. Nele, não há possibilidade de desfile em carro aberto. O presidente eleito entrará no Congresso pela chapelaria – e não pela rampa principal do prédio do Congresso Nacional – e a revista das tropas será reduzida.

E foi sob chuva a última etapa do ensaio desse domingo, com os dublês do próximo presidente da República e da primeira-dama chegando ao Palácio do Itamaraty, onde, em 1º de janeiro, Bolsonaro e Michelle cumprimentarão as autoridades estrangeiras (fotos abaixo). O primeiro ensaio geral para a posse foi encerrado por volta das 18h30.

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Conheça o cronograma da posse do novo presidente:

14h05 – Bolsonaro deixa a residência oficial da Granja do Torto, onde passará a virada do ano com a família.

14h25 – Chegada à Catedral de Brasília, onde deve entrar no Rolls-Royce para o desfile até Congresso Nacional.

14h50 – Chegada ao Congresso.

15h – Abertura da solenidade de posse no plenário da Câmara dos Deputados.

16h – Hino Nacional, salva de tiros e revista às tropas – área externa do Congresso.

16h20 – Deslocamento para o Palácio do Planalto.

16h30 – Pronunciamento à nação.

18h15 – Fotografia oficial.

18h25 – Chegada ao Palácio do Itamaraty para recepção de autoridades estrangeiras.

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