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Filho de assessor do clã Bolsonaro ganhou cargo no Ministério do Meio Ambiente

Bernardo Broetto foi nomeado em cargo comissionado com salário de R$ 10,3 mil. Ele é filho do hoje assessor do deputado Eduardo Bolsonaro

atualizado

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Veterinário Bernardo Simões Broetto, filho de Telmo Broetto que ganhou cargo no governo Bolsonaro
1 de 1 Veterinário Bernardo Simões Broetto, filho de Telmo Broetto que ganhou cargo no governo Bolsonaro - Foto: Reprodução/ Redes sociais

Filho de um dos assessores mais próximos da família Bolsonaro, o veterinário Bernardo Simões Broetto (foto em destaque), de 45 anos, ganhou um cargo com salário de R$ 10.373,30 no Ministério do Meio Ambiente.

Bernardo foi nomeado em 27 de outubro de 2020 como coordenador-geral Nacional de Proteção e Defesa Animal da Secretaria de Biodiversidade. A portaria, publicada no Diário Oficial da União (DOU), é assinada pelo então ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles.

O veterinário é filho de Telmo Broetto, ex-agente da Abin e ex-assessor de Jair Bolsonaro (PL) na Câmara dos Deputados.

Filho de assessor do clã Bolsonaro ganhou cargo no Ministério do Meio Ambiente - destaque galeria
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Bernardo Broetto é veterinário e filho de um homem de confiança da família Bolsonaro
Bernardo Broetto ao lado dos pais, Telmo e Marisa Broetto, e da irmã, Patrícia Broetto
Telmo Broetto e a esposa, Marisa Simões Broetto, em evento no Itamaraty em 1º de janeiro de 2019
Patrícia Broetto ganhou cargo na Presidência da República
Bernardo Broetto ganhou cargo do Ministério do Meio Ambiente
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Bernardo Broetto ganhou cargo do Ministério do Meio Ambiente

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Bernardo Broetto é veterinário e filho de um homem de confiança da família Bolsonaro
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Bernardo Broetto é veterinário e filho de um homem de confiança da família Bolsonaro

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Bernardo Broetto ao lado dos pais, Telmo e Marisa Broetto, e da irmã, Patrícia Broetto
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Bernardo Broetto ao lado dos pais, Telmo e Marisa Broetto, e da irmã, Patrícia Broetto

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Telmo Broetto e a esposa, Marisa Simões Broetto, em evento no Itamaraty em 1º de janeiro de 2019
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Telmo Broetto e a esposa, Marisa Simões Broetto, em evento no Itamaraty em 1º de janeiro de 2019

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Patrícia Broetto ganhou cargo na Presidência da República
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Patrícia Broetto ganhou cargo na Presidência da República

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Telmo trabalhou com Bolsonaro de 2005 até 2018. Desde então, é secretário parlamentar do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), com salário de R$ 15.698,32. Em síntese, trata-se de homem de confiança da família.

Além disso, já doou R$ 16 mil para campanhas de Flávio e Eduardo Bolsonaro, como revelou a Agência Pública. Foram R$ 9 mil para a campanha do Zero Um em 2006 e R$ 7 mil para o Zero Dois em 2014, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) confirmados pelo Metrópoles. Em valores atuais, equivale a mais de R$ 33 mil.

Patricia Broetto Arantes, outra filha de Telmo, também ganhou cargo no governo federal. Ela foi nomeada assessora especial do Gabinete Pessoal do presidente Jair Bolsonaro em janeiro de 2019, com salário de R$ 13.623,39.

Pela lei, essas nomeações, a princípio, não são consideradas irregulares, mas abrem margem para a imoralidade, uma vez que podem ter chegado ao cargo simplesmente por serem aliados da família Bolsonaro.

“O debate não é simples e envolve a análise minuciosa de todas as circunstâncias afetas à dinâmica colocada a exame, contudo, não se perca de vista que os princípios constitucionais regentes da atividade administrativa, especialmente, a moralidade e o interesse público, devem sempre prevalecer sobre os interesses meramente pessoais daqueles que dirigem a Administração Pública, pois os bens e entes estatais pertencem ao povo, e não aos governantes”, explica o advogado Pedro Henrique Costódio Rodrigues, especialista em direito administrativo.

Bernardo, Telmo e Patrícia Broetto foram procurados por meio de suas redes sociais, mas não se manifestaram. O Ministério do Meio Ambiente também não respondeu aos questionamentos enviados pela reportagem. O espaço segue aberto.

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