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Política

Fachin autoriza perícia nos áudios de Temer e Joesley

O pedido de Temer para suspender o inquérito será levado ao plenário do STF na próxima quarta (24/5)

20/05/2017 17:52, atualizado 21/05/2017 00:23
Daniel Ferreira/Metrópoles
edson fachin

Edson Fachin, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a perícia nos áudios que revelaram conversas entre o presidente Michel Temer e Joesley Batista, dono da JBS. A Polícia Federal (PF) deverá realizar a avaliação do material.

O pedido de Temer para suspender o inquérito no qual é investigado será levado ao plenário da Corte na próxima quarta (24/5). A sessão deve julgar a petição e tomar uma decisão.

Antes de Fachin determinar a perícia, Rodrigo Janot, procurador-geral da República, enviou uma manifestação ao STF na qual defende a continuidade do inquérito e reafirma a autenticidade dos áudios. Segundo Janot, a PGR fez uma avaliação técnica do material e constatou que “é audível, inteligível e apresenta uma sequência lógica e coerente, com características iniciais de confiabilidade”.

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Temer fez discurso combativo e desqualificou os áudios
Em pronunciamento neste sábado (20), Temer discutiu a autenticidade dos áudios e disse ter havido edição no registro das conversas. O presidente ainda afirmou que Joesley Batista “cometeu o crime perfeito”. Em nota, o empresário da JBS defendeu que o conteúdo do material é legítimo.

Temer ainda pediu suspensão do inquérito aberto contra ele. A ação, formalizada no STF, investiga corrupção ativa, organização criminosa e obstrução da Justiça. Pela segunda vez em três dias, o presidente reafirmou que não deixará o cargo.

Mais inflamado, Temer atacou diretamente Joesley Batista, principal responsável pela delação premiada que tem abalado o governo do peemedebista.

“O autor do grampo está livre e solto, passeando pelas ruas de Nova York. O Brasil, que já tinha saído da mais grave crise de sua história, vive agora, sou obrigado a reconhecer, a incerteza. Ele [Joesley] não passou nenhum dia na cadeia, não foi preso, não foi julgado nem punido e, pelo jeito, não será.”