Extremistas levaram HD e documentos do Planalto: “Tentativa de golpe”, diz ministro

O ministro da Secom, Paulo Pimenta, defendeu responsabilização imediata dos envolvidos nos atos terroristas de domingo (8/1)

atualizado

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Rafaela Felicciano/Metrópoles
Deputado Paulo Pimenta, integrante do grupo de transição de Lula
1 de 1 Deputado Paulo Pimenta, integrante do grupo de transição de Lula - Foto: Rafaela Felicciano/Metrópoles

O ministro da Secretaria de Comunicação Social (Secom), Paulo Pimenta (PT-RS), disse nesta segunda-feira (9/1) que houve uma “tentativa de golpe de Estado” frustrada no domingo (8/1), quando vândalos bolsonaristas depredaram o patrimônio público em protestos antidemocráticos.

“O que nós queremos frisar é que para nós o que aconteceu aqui não foi um ato contra o Poder Executivo, foi um ato contra a democracia, contra a Constituição Federal. Foi uma tentativa de golpe de Estado, que não se efetivou”, afirmou Pimenta a jornalistas.

Segundo Pimenta, a perícia ainda vai identificar HDs e documentos levados do local, além das obras de arte danificadas. O ministro adiantou que há muito material orgânico deixado no Planalto, como fezes, urina e sangue.

O ministro está no Palácio do Planalto desde o começo da manhã desta segunda para acompanhar os trabalhos de perícia, reparo e limpeza do edifício-sede do Poder Executivo.

“As pessoas que estão envolvidas precisam ser imediatamente responsabilizadas, civil e criminalmente, por tudo que aconteceu”, prosseguiu. Segundo ele, haverá processo de identificação de todos que apoiaram, financiaram e participaram dos atos em Brasília e outros estados. “Nós não iremos tolerar qualquer ato que tenha como objetivo enfraquecer a democracia e a Constituição.”

Pimenta ressaltou ainda que as portas principais dos edifícios-sedes dos Poderes não foram depredadas, o que leva a crer que os vândalos podem ter entrado no Planalto e no Congresso pela porta da frente.

Segundo o auxiliar presidencial, o térreo e o segundo andar do Planalto foram os mais danificados, mas os vândalos não conseguiram acessar o gabinete presidencial.

Invasões

Aos gritos de “faxina geral” e ao som do Hino Nacional, bolsonaristas ocuparam a Esplanada dos Ministérios, na tarde deste domingo (8/1), em protesto contra a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições de 2022.

Por volta das 14h40, criminosos do grupo invadiram o Congresso Nacional, sob uma chuva de bombas de gás lacrimogênio. Em seguida, conseguiram passar pelas barricadas da Polícia Militar do Distrito Federal e entrar no Palácio do Planalto, sede da Presidência da República.

Os vândalos quebraram vidraças, cadeiras e mesas dos dois prédios públicos (veja fotos do interior do Palácio do Planalto depredado). Funcionários do Congresso Nacional que estavam de plantão receberam ameaças.

O último alvo dos extremistas foi o Supremo Tribunal Federal (STF), invadido por volta das 15h45.

O dia seguinte

Trezentas pessoas foram presas após a invasão às sedes dos Três Poderes. Os detidos começaram a ser transferidos para o Complexo Penitenciário da Papuda e para a Penitenciária Feminina do Distrito Federal na manhã desta segunda-feira (9/1).

O acampamento montado por bolsonaristas em frente ao Quartel-General do Exército, em Brasília, começou a ser desmontado nesta manhã. Os extremistas deixam o local com malas e barracas.

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