Executiva do PSL sugere suspensões de até 1 ano a bolsonaristas

Situação dos parlamentares do ex-partido do presidente da República fica mais tensa e Diretório Nacional definirá futuro do grupo na Câmara

atualizado 27/11/2019 16:37

Rafaela Felicciano/Metrópoles

A Executiva do PSL decidiu nesta quarta-feira (27/11/1019) não expulsar do partido nenhum deputado bolsonarista, mas optou por sugerir advertências e suspensões a 16 parlamentares. Agora, cabe ao Diretório Nacional julgar as recomendações, na próxima segunda-feira (02/12/2019).

Na reunião, por exemplo, foi sugerida a suspensão de 1 ano de Eduardo Bolsonaro, filho “03” do presidente da República, Jair Bolsonaro. Ele perderia o posto da liderança da sigla e não poderia ser relator de nenhum projeto em qualquer comissão da Casa.

Os deputados Carla Zambelli (SP), Filipe Barros (PR) e Luiz Philippe (SP) tiveram, por sua vez, uma suspensão mais leve, de seis meses. Guiga Peixoto (SP) e Luiz Ovando (MS) tiveram os casos arquivados pela cúpula da Executiva.

Ao Metrópoles, o Delegado Waldir (GO) afirmou que as punições não são “arbitrárias”. “O partido tem um regimento e alguns deputados desrespeitaram as regras, então nada mais natural do que algumas penalidades serem aplicadas”, justificou.

Na prática, aliados do presidente do presidente da legenda, Luciano Bivar (PE), contam que a estratégia é usar as prerrogativas que são do partido e, com isso, tirar poder desses congressistas. “Mas não vão expulsar ninguém, porque é isso que eles querem, mas o partido não vai facilitar.”

A reação dos bolsonaristas
“É apenas uma ameaça, não vamos levar a sério”, minimizou Carla Zambelli (PSL-SP). “Eles querem nos amedrontar. Não vão conseguir, porque estamos do lado da verdade, da transparência e do povo. Basta ver nosso alcance nas redes.”

Para a deputada, uma das mais fiéis aliadas de Bolsonaro na Câmara, “eles (os bivaristas) estão dando um tiro no pé”. E completou: “Cada vez que nos batem, nos deixam mais fortes”.

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