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Política

Ex-ministro Jarbas Passarinho morre em Brasília

Aos 96 anos, o senador por três mandatos faleceu neste domingo (5/6) em decorrência de problemas de saúde devido à idade avançada

05/06/2016 11:45, atualizado 05/06/2016 15:20
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DIDA SAMPAIO/AE/ESTADÃO CONTEÚDO
Ex-ministro Jarbas Passarinho morre em Brasília

O ex-ministro Jarbas Passarinho morreu na manhã deste domingo (5/6), em Brasília, aos 96 anos. Segundo nota divulgada pelo governo do Pará, Passarinho enfrentava problemas de saúde devido à idade avançada.

Nascido em Xapuri, no Acre, Jarbas Passarinho iniciou sua trajetória política no Pará, Estado que governou entre os anos de 1964 a 1966. Ele também foi senador por três mandatos e atuou como ministro nos governos militares e do ex-presidente Fernando Collor de Mello.

Passarinho participou da articulação do golpe militar de 1964 e ficou famoso por uma frase proferida durante a reunião do Ato Institucional 5, que deu amplos poderes aos militares e endureceu o regime a partir de 1968. “Às favas, senhor presidente, neste momento, todos os escrúpulos de consciência”, disse na época.

O enterro será em Brasília e está programado para começar às 16 horas, no Campo da Esperança.

Redes sociais
O presidente em exercício Michel Temer lamentou a morte do ex-ministro. “Quero expressar meus sentidos pêsames pela perda desse grande brasileiro”, disse em sua conta no Twitter.

O ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, também se manifestou pelas redes sociais. “Morre Jarbas Passarinho, brilhante homem público deste país. Independentemente de concordarmos ou não com suas posições, é uma grande perda”, disse.

Outros políticos também lamentaram a morte do ex-governador. Em nota, o ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, disse que gostaria de “assinalar a contribuição relevante prestada por ele ao país”.

O presidente nacional do DEM, senador Agripino Maia (RN), lembrou que foi colega de Jarbas Passarinho no Senado. “Talentoso, foi uma das melhores expressões políticas de sua época. Distante da atividade já há algum tempo, se vai deixando o respeito do país ao grande homem público que a história, por dever de justiça, haverá de registrar”, afirmou também em nota.