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Política

Esplanada vazia para a votação final do impeachment

Movimento é fraco nas proximidades do Congresso Nacional na manhã desta quarta-feira (31/8), tanto de pessoas pró como contra o impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff (PT). Em frente ao Palácio da Alvorada, apoiadores começam a se concentrar com bandeiras e cartazes

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João Amador/Metrópoles
Esplanada vazia para a votação final do impeachment

Mesmo em dia decisivo para o processo de impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff (PT), o movimento é pequeno na Esplanada dos Ministérios. Do lado pró-impeachment, apenas três manifestantes com bandeiras do Brasil estão próximos ao Palácio do Itamaraty. Nem mesmo os comerciantes e as barraquinhas de comida estão presentes na manhã desta quarta-feira (31/8). Apenas alguns banheiros químicos foram colocados no local, caso haja manifestações mais tarde.

Do outro lado do muro, outros cinco manifestantes contrários ao impeachment descansam nas arquibancadas metálicas montadas para o desfile de 7 de setembro. Mesmo com o pouco movimento, muitos policiais militares estão posicionados na área. Mas, com o fraco movimento, o assunto mais debatido é a rivalidade entre Flamengo e Vasco mesmo.

João Amador/Metrópoles
Esplanada vazia: cartazes no muro contra Dilma já foram instalados

Em frente ao Palácio da Alvorada, onde a presidente afastada Dilma deve acompanhar toda a votação nesta quarta e de onde deve fazer um pronunciamento após a conclusão do processo, começa a movimentação de apoiadores. Pelo menos 40 pessoas no local no momento.

Uma delas é Malvina Joana de Lima, 65 anos. A assistente parlamentar aposentada disse que apoia a presidente afastada Dilma Rousseff desde o início de sua trajetória. “(Apoio) porque ela é uma mulher, assim como eu. Ela é sofrida, como todos sabem. Parece que eu e ela nascemos neste país para sofrer. Tem gente que nasce para ser marcada por golpistas. Tudo o que ela fez por mim e por milhões de brasileiros, transformando nossas vidas em algo mais digno, nós não esqueceremos nunca”, afirmou.

Michael Mello/Metrópoles
Movimentação de apoiadores de Dilma em frente ao Alvorada

Sobre o presidente em exercício Michel Temer, Malvina declarou que “até um pitbull é mais fiel”. “Tenho vergonha. Espero que depois disso tudo eu possa me naturalizar como cidadã espanhola. Meu país é bonito, mas só tem sem-vergonha”, defendeu.  Candidato à prefeitura do Rio de Janeiro, a deputada federal Jandira Feghali (PCdoB-RJ) chegou ao Alvorada para prestar apoio à Dilma.

Com um cartaz em mãos escrito “Fora Temer”, o massagista Geraldo Magela da Trindade, 62, também está em frente ao Alvorada para, segundo ele, “defender a democracia”. “Estamos sendo golpeados e isso é uma tristeza. A elite não se conforma com a ascensão dos pobres”, disse. “O PSDB e o senador Aécio Neves (PSDB-MG) têm grande participação neste golpe, porque não aceitaram o resultado das urnas. Há um conjunto de interesses pra golpear o projeto popular”, acredita Magela.