Epidemiologista a Bolsonaro: “Não existe superestimativa de óbitos”
À CPI, ex-reitor da Universidade Federal de Pelotas disse que há, na verdade, uma subnotificação nos casos e mortes
atualizado
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O epidemiologista e ex-reitor da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), Pedro Hallal, defendeu, nesta quinta-feira (24/6), que não existe supernotificação de óbitos por Covid-19 no país.
O pesquisador refere-se ao documento de autoria de auditor afastado do Tribunal de Contas da União (TCU) sugerindo que o país tivesse mortes a menos do que as registradas — informação que não tem embasamento científico.
“Não existe superestimativa de óbitos no Brasil. Essa foi uma informação trazida pelo presidente da República de um documento que teria vazado do TCU e acredito que essa comissão vai averiguar. Não existe nenhum estudo científico sugerindo que tenha superestimação de óbitos”, enfatizou.
Segundo Hallal, o que há, na verdade, é uma subnotificação de casos e, consequentemente, de mortes. Ou seja, o número de vítimas do novo coronavírus é maior do que o divulgado.
“Existem alguns estudos que mostram que pode haver subestimativa de óbitos. Não é uma magnitude tão grande, o estimado que esteja na casa de 12%”, explicou.
O documento em questão é usado pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) para questionar o número de mortes por Covid-19 no Brasil. O “estudo” é de autoria do auditor Alexandre Figueiredo Marques, afastado do cargo e convidado a depor na CPI da Covid.
Hallal participa de audiência pública promovida pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid nesta quinta-feira (24/6). Também está presente a diretora executiva da Anistia Internacional, Jurema Werneck.














