Em primeira viagem como pré-candidato, Mourão cumpre agenda no Uruguai

Bolsonaro viajou para a Guiana nesta sexta-feira (6/5). Com isso, Mourão é obrigado a também sair do país para não ficar inelegível

atualizado 13/05/2022 12:25

Vice-Presidente da República, Hamilton Mourão durante Embarque para Angola. Foto: Romério Cunha/ VPR

Na primeira viagem como pré-candidato ao Senado Federal pelo estado do Rio Grande do Sul e, para fugir da inegebelidade, o vice-presidente Hamilton Mourão (Republicanos) embarcou, na noite de quinta-feira (5/4), para o Uruguai. O general permanece em Montevidéu, capital uruguaia até o próximo sábado (7/5).

Com base em recentes declarações de Mourão, a reunião não servirá apenas para não assumir a presidência da República, pela ausência do presidente Jair Bolsonaro (PL) – que viaja à Georgetown, na Guiana. Também será dedicada a agendas com o presidente do país, a vice-presidente e empresários.

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Com Luis Alberto Lacalle Pou e Beatriz Argimón, presidente e vice-presidente da República uruguaia, respectivamente, Mourão conversará sobre questões voltadas à navegação e aviação. A rodada de conversas será realizada nesta sexta-feira (6/5).

Veja a agenda do vice-presidente para essa sexta-feira:

10h30 – Reunião com o Secretário-Geral da ALADI, Doutor Sergio Abreu.

11h30 – Reunião com a Vice-Presidente da República Oriental do Uruguai, senhora Beatriz Argimón.

13h – Almoço oferecido pela senhora Vice-Presidente da República Oriental do Uruguai ao senhor Vice-Presidente
da República do Brasil.

15h30 – Encontro empresarial.

“Vou ter contato com o presidente, a vice-presidente, empresários. Tem agendas da questão da navegação na Lagoa Mirim, o Aeroporto de Rivera. Temos boas agendas lá. Tudo será em Montevideu”, destacou o general em uma fala a jornalistas na última quinta-feira (27/4).

Bolsonaro viaja, Mourão viaja

Como o vice-presidente optou por se candidatar a uma vaga ao Senado Federal pelo estado do Rio Grande do Sul, pela Lei Eleitoral, ele não pode assumir a presidência interina do país nos 6 meses anteriores ao pleito, caso contrário, ele se torna inelegível nas eleições de outubro.

Como a eleição será em 2 de outubro, o general já não podia assumir a presidência interina desde 2 de abril. A última ocasião em que assumiu a presidência, foi em fevereiro, quando o chefe do Executivo foi à Rússia. Ao longo de todo o período de governo, o general exerceu a Presidência ao menos 21 vezes.

Nas ausências de Bolsonaro e Mourão, quem deverá assumir o comando do país é o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira. Em seguida, aparece na linha sucessória da Presidência o presidente do Senado Federal, Rodrigo Pacheco, e o presidente do Supremo Tribunal Federal, Luiz Fux.

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