Em exposição da Independência, Bolsonaro defende atos de 7 de Setembro

Presidente falou que os festejos do Bicentenário da Independência ocorrerão até a data oficial, com “manifestação do povo nas ruas”

atualizado 15/08/2022 10:08

Presidente Bolsonaro participa da cerimônia alusiva ao Bicentenário da Independência, no Palácio do Planalto Rafaela Felicciano/Metrópoles

O presidente Jair Bolsonaro (PL) voltou a citar, na manhã desta segunda-feira (15/8), os atos de 7 de Setembro, data em que se celebra os 200 anos da Independência do Brasil de Portugal. Candidato à reeleição, Bolsonaro está convocando apoiadores a irem às ruas “pela última vez”, em uma data cívica que ele busca capitalizar politicamente.

Como parte das celebrações do Bicentenário foi inaugurada nesta semana, no Palácio do Planalto, uma exposição pública. Nela, há apresentação de bandeiras, selos, moedas, fotografias e outros documentos históricos.

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O chefe do Executivo federal e a primeira-dama Michelle Bolsonaro inauguraram o livro de visitantes da exposição e percorreram a exibição, que está no térreo do Planalto.

“Os festejos se farão sentir em todo o território nacional até o 7 de setembro, uma data cívica, de manifestação do povo nas ruas, como tivemos no ano passado, uma manifestação ordeira, democrática e com as cores verde e amarela. O povo de bem nas ruas, mais do que falando em liberdade, falando em honestidade, em patriotismo e, obviamente, em amor à nossa pátria. Esse é o nosso povo”, disse Bolsonaro em breve discurso.

No discurso, o presidente afirmou que uma terra tão rica como o Brasil acaba atraindo interesses “de dentro, que quer o nosso mal, e também de fora”.

Quem olha um país que pode, ao se associar com pessoas espúrias, fazer o bem para os seus povos. O Brasil é uma grande nação. Devemos dar graças a Deus por termos nascido nessa terra abençoada”, prosseguiu.

Convite do presidente

Na convenção do PL que confirmou seu nome como candidato à reeleição, no fim de julho, Bolsonaro afirmou que “surdos de capa preta”  têm que entender o que é a voz do povo. A referência é feita a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), com quem Bolsonaro tem rivalizado.

A militância respondeu e está organizando caravanas para Brasília no feriado da Independência, no intuito de casar o ato em apoio ao presidente ao desfile militar que voltará a ser realizado após hiato de dois anos causado pela pandemia da Covid-19.

Bolsonaristas também têm se organizado para atos em outras cidades, como Rio de Janeiro e São Paulo. No Rio, berço eleitoral do presidente, a ideia seria realizar o ato na praia de Copacabana, local onde apoiadores costumam se manifestar.

No entanto, o prefeito Eduardo Paes (PSD) determinou o desfile oficial vai ocorrer no centro da cidade, na avenida Presidente Vargas. “Aonde o Exército solicitou e aonde sempre foi feito”, segundo escreveu Paes nas redes sociais. O comparecimento do presidente à cidade e o local dos atos pró-Bolsonaro ainda estão incertos.

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