Em “debate paralelo” Haddad enfatiza “passsado recente” de Lula

Ao lado de Manuela D'Ávila (PcdoB), o candidato a vice na chapa petista respondeu as mesmas questões formuladas pela sabatina da TV Band

atualizado 09/08/2018 23:37

Divulgação

Evocar o “passado recente” do país foi o principal movimento do candidato a vice na chapa petista e plano B do PT, Fernando Haddad, que realizou uma transmissão paralela do debate da Band. O ex-prefeito de São Paulo dedicou-se, no primeiro momento a defender a liberdade do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Haddad aproveitou para criticar o governo do presidente Michel Temer e apontou o reajuste abaixo da inflação para o salário mínimo ocorrido neste ano. “Assim, o trabalhador mais humilde perdeu o poder de compra, perdeu a oportunidade de gerar empregos. Ele não vai mais ao mercado, não consome”, destacou. “Isso gera um ciclo vicioso na economia”, completou.

Ele ainda chamou de “maluquice” a adoção por parte do governo atual do teto para os gastos públicos. “Não se pode fazer nada. Está tudo congelado 20 anos”.

A transmissão ocorre com a participação de Manuela D’Ávila (PCdoB) que, após o registro da candidatura, será a candidata a vice, e do coordenador geral da campanha petista, o ex-diretor da Petrobras no governo de Lula, José Sérgio Gabrielli.

Ao responder a questão do emprego, Haddad ressaltou feitos de Lula na condução da política de valorização do salário mínimo. “Todo mundo tem na memoria das providencias tomadas no governo de Lula para gerar emprego”.

Carta
Lula, considerado ainda o candidato do PT ao Palácio do Planalto, não teve seus pedidos para participar do debate atendidos pela Justiça. Haddad começou a transmissão parelela lendo a carta escrita por Lula que classificou como censura a atitude de impedi-lo de participar.

Já a presidente do PT, Gleisi Hoffman deverá se juntar ao debate mais tarde. Antes, de acordo com o partido, ela esteve nos estúdios da TV Bandeirantes, em São Paulo, onde manifestou repúdio ao impedimento de participação de Lula no debate.

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