Em carta, White Martins alertou sobre colapso no AM em julho de 2020
Documento trazido à CPI pelo senador Eduardo Braga aponta que empresa informou o governo local sobre crescimento no consumo de oxigênio
atualizado
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O ex-secretário de Saúde do Amazonas Marcellus Campêlo confirmou, nesta terça-feira (15/6), a existência de uma carta enviada pela White Martins ao governo do Amazonas, em 16 de julho do ano passado, em que alertou o estado sobre o iminente risco de colapso na distribuição de oxigênio hospitalar para unidades de saúde.
“Avaliando os volumes contratados por vossas senhorias, já pudemos constatar que os mesmos não suportarão o consumo que atualmente estão praticando”, disse a empresa na ocasião.
A carta foi lida ao colegiado pelo senador Eduardo Braga (MDB-AM). No mesmo documento, a empresa solicitou que o governo reajustasse o contrato firmado entre as partes para contemplar o novo montante fornecido e produzido. “Pedimos suas urgentes medidas, para não haver fornecimento sem cobertura de saldo contratual”, pediu a White Martins.
A fornecedora do insumo demonstrou preocupação com a situação e previa que, em setembro, a situação beiraria o colapso.
“Preocupa-nos que, neste momento excepcional, de tão alta demanda [em setembro], há possibilidade de termos que tomar a difícil decisão de atender somente os clientes em seus limites [contratuais], prazos e condições comerciais contratadas”, informou a empresa.
Mesmo com o iminente colapso do fornecimento, Campêlo disse que naquele momento, “não estava sendo feita compra de oxigênio”.
A CPI da Covid tem o objetivo de investigar as ações e omissões do governo federal no enfrentamento à pandemia e, em especial, no agravamento da crise sanitária no Amazonas com o desabastecimento de oxigênio hospitalar, além de apurar possíveis irregularidades em repasses federais a estados e municípios.
















