“Efetivo da Força Nacional no RN pode chegar a 500”, diz Dino

Mais de 220 agentes de segurança, entre a Força Nacional de Segurança Pública (FNSP) e a Força de Intervenção Penitenciária, já estão no RN

atualizado 15/03/2023 16:25

Força Nacional - Metrópoles Igo Estrela/Metrópoles

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, disse nesta quarta-feira (15/3) que a pasta pode destinar mais de 500 agentes para compor o efetivo federal enviado ao Rio Grande do Norte. Mais de 200 policiais já chegaram ao estado, na madrugada desta quarta-feira (15/3), para conter os ataques. A governadora Fátima Bezerra (PT), que estava em Brasília solicitando apoio federal, também desembarcou com parte do efetivo.

Desde a madrugada de terça-feira (14/3), uma forte onda de violência assola o estado. Prédios públicos, comércios e veículos foram alvo de ataques a tiros e incêndios.

A previsão inicial é que sejam enviados 220 profissionais de segurança, entre a Força Nacional de Segurança Pública (FNSP) e a Força de Intervenção Penitenciária, que vai fazer um trabalho específico na região.

Dino disse que haverá outras ações “à medida que for necessário”. “Ontem já fizemos transferências e, se continuar esse clima de conflagração, claro que nós vamos aumentar o efetivo, não há limite. Nós destinamos inicialmente 220 policiais da Força Nacional e da Força Penitenciária para lá, podendo chegar a 300, 400, 500, à medida que isso seja necessário”.

O titular da pasta falou com a imprensa após lançamento do novo Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci 2), no Palácio do Planalto, com a presença do presidente Lula (PT).

Segundo o último balanço da Polícia Militar, 28 pessoas foram presas desde o início dos ataques. Um indivíduo – identificado como líder das ações – morreu em confronto com a polícia, e duas pessoas ficaram feridas durante os atos dos criminosos, que ocorreram em dois dias. O vandalismo foi motivado por “regalias” negadas a presos do estado.

Na madrugada desta quarta, quatro ônibus de turismo que estavam na garagem de uma empresa foram incendiados e ficaram completamente destruídos. Além disso, criminosos quebraram uma porta de vidro e jogaram um coquetel molotov em loja de motos na Avenida Nevaldo Rocha, em Natal, uma das principais vias da cidade.

Já na praia de Pipa, que fica no município de Tibau do Sul, criminosos atiraram contra a base policial e tentaram incendiar o local. No município de São Tomé, dois ônibus escolares ficaram destruídos após os vândalos atearem fogo nos veículos.

Presos querem regalias

Segundo o secretário estadual de Segurança Pública, Francisco Araújo, os ataques foram motivados por exigências como aparelhos de televisão e visitas íntimas para presos do sistema penitenciário local.

“Pelas reivindicações, eles querem televisão, querem sistema de iluminação, visita íntima – coisa que o sistema prisional não está atendendo, porque está cumprindo a lei de execução penal”, afirmou.

No primeiro dia de terrorismo, a Secretaria de Segurança Pública havia dito que as ações eram em retaliação a operações policiais com apreensão de armas e drogas. Mais tarde, na terça, informou que a ordem vem de dentro dos presídios e é organizada por uma facção criminosa.

Conforme anunciou a secretaria, as ordens teriam partido de dentro da Penitenciária de Alcaçuz, a maior unidade prisional do estado.

Líder morto

Um homem apontado como um dos responsáveis por organizar os ataques violentos no Rio Grande do Norte morreu após confronto com policiais, em João Pessoa, na madrugada desta quarta.

De acordo com a Polícia Civil, José Wilson da Silva Filho era foragido dos sistemas prisionais da Paraíba e do Rio Grande do Norte e estava escondido no bairro de Paratibe, na capital paraibana.

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