Eduardo Girão lança candidatura avulsa à presidência da CPI da Covid

Em ofício, o senador governista argumenta que é necessário evitar que Comissão Parlamentar de Inquérito vire "palanque político para 2022"

atualizado 19/04/2021 19:41

Eduardo GirãoFACEBOOK/REPRODUÇÃO

O senador governista Eduardo Girão (Podemos-CE) protocolou nesta segunda-feira (19/4) sua candidatura avulsa à presidência da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid-19, que deverá ser instalada no Senado Federal na próxima quinta-feira (22/4).

Girão disse não concordar com o acordo firmado entre membros do colegiado que indica Omar Aziz (PSD-AM) à presidência, o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) à vice-presidência e o senador Renan Calheiros (MDB-AL) à relatoria da comissão.

A candidatura de Girão representa uma tentativa do Planalto de tirar das mãos dos chamados independentes e oposicionistas o controle da investigação sobre as responsabilidades do governo em relação à pandemia da Covid-19.

Girão, após protocolar sua candidatura, argumentou nas redes sociais que sua intenção é de garantir uma “CPI isenta” e por isso, não concorda com o que chamou de “acordão”.

Veja:

O senador foi autor de um segundo pedido de CPI por meio do qual tentou estender o foco da investigação aos governadores e prefeitos, atendendo ao objetivo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) de tentar sair do foco da comissão.

O primeiro pedido, feito pelo senador Randolfe, teve o atendimento determinado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), depois de ter ficado adormecido na gaveta do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG).

Cumprindo a decisão do ministro Luís Roberto Barroso, do STF, Pacheco instalou a CPI, mas apensou o pedido de Girão, ampliando a investigação para o caminho dos recursos liberados aos estados e municípios, sem, no entanto, investigar especificamente os governadores e prefeitos, tarefa que fica a cargo dos legislativos locais, de acordo com a decisão de Pacheco.

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Em seu pedido de candidatura, Girão elogia a decisão do presidente do Senado de apensar os dois pedidos e diz que seu objetivo é evitar que a CPI se torne um “palanque político para 2022”.

No ofício, ele se compromete a realizar num trabalho “sem qualquer tipo de blindagem” ao governo federal.

Confira a íntegra do pedido de candidatura enviado ao presidente do Senado:

0066 – 0ficio Presidente Rodrigo Pacheco CPI by Carlos Estênio Brasilino on Scribd

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