Eduardo Bolsonaro: “O povo choraria por bomba no Congresso?”

Deputado federal endossou declaração do pai, o presidente Jair Bolsonaro, de que "haveria festa no Brasil" com eventual atentado

Hugo Barreto/Metrópoles

atualizado 26/02/2020 15:57

Em mais um capítulo da mais recente crise entre o governo Jair Bolsonaro (sem partido) e o Legislativo, o filho do mandatário brasileiro e deputado federal, Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), perguntou à jornalista Vera Guimarães, pelo Twitter, se ela achava que o povo “choraria” se “houvesse uma bomba” no Congresso.

Antes, Vera havia postado um vídeo de 2018 em que o titular do Palácio do Planalto dizia que, se o Parlamento fosse atingido, “haveria festa no Brasil”.

O Metrópoles publicou, nessa terça-feira (25/02/2020), a informação sobre um vídeo que o presidente compartilhou pelo WhatsApp convocando pessoas para manifestação pró-governo no próximo dia 15. O ex-deputado federal Alberto Fraga (DEM-DF), amigo próximo do chefe do Executivo, confirmou que recebeu a mensagem.

As imagens, com o hino nacional de fundo musical, pintam Bolsonaro como um mártir e foram repassadas pelo presidente com o seguinte texto: “O Brasil é nosso, não dos políticos de sempre”.

Além da pergunta sobre eventual atentado no Congresso, Eduardo também acusou a jornalista de viver em uma “bolha” e questionou se ela queria “criar atrito” entre o presidente e o Congresso.

A profissional respondeu: “Eu acho que se houver uma bomba H no Congresso, do qual o senhor e seu irmão fazem parte, será um ato terrorista. E, se o povo não se preocupar com isso, a democracia acabará. A mesma que o seu pai jurou respeitar”. “Sim, o senhor está certo: há um abismo a nos separar”, completou a jornalista.

A manifestação foi convocada depois de o ministro chefe do Gabinete de Segurança Institucional, Augusto Heleno, reclamar de suposta “chantagem” do Congresso quanto ao orçamento impositivo. Desde que o vídeo compartilhado pelo presidente foi revelado, autoridades e instituições vêm se manifestando contra os ataques e pedindo “respeito institucional“.

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