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Política

Dino terá reuniões com plataformas de redes sociais para cobrar monitoramento de crimes

Ministro da Justiça, Flávio Dino, disse que vai se reunir com representantes das plataformas e defender a autorregulação

07/04/2023 10:48, atualizado 07/04/2023 11:00
Igo Estrela/Metrópoles
Flávio Dino - ministro da justiça

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, disse nesta sexta-feira (7/4) que terá reuniões com representantes das plataformas digitais, ocasião em que o governo deverá defender a autorregulação e o monitoramento de criminosos.

Essa é uma das providências adotadas após o ataque a uma creche em Santa Catarina, na última quarta-feira (5/4), quando um homem de 25 anos invadiu a local em Blumenau e matou quatro crianças com uma machadinha. Outras cinco ficaram feridas.

Na quinta-feira (6/4), Dino determinou a instauração de um inquérito policial para apurar a atividade de grupos nazistas e neonazistas no Brasil.

“Nós vamos nessa [próxima] semana conduzir reuniões para que as plataformas sejam chamadas a terem mais cuidado, chamado o dever de cuidar. Nós temos o debate no Congresso, nós acreditamos na responsabilidade ou na autorregulação”, disse o ministro em entrevista à GloboNews.

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“Vamos no Ministério da Justiça editar normas cabíveis e possíveis para que essas plataformas também ajudem no monitoramento, porque não é só deep web, dark web, são esses sites, essas plataformas, redes sociais que nós conhecemos. Assim como as plataformas atuam de forma eficiente em relação, por exemplo, à pedofilia, é vital, prioritário, é isso que vamos dizer na segunda-feira a eles que eles também monitorem a circulação desses conteúdos criminosos de engendramento de ataques contra escolas”, prosseguiu.

Segundo ele, já na próxima semana haverá resultados práticos dessas reuniões com as plataformas.

Em janeiro, o presidente Lula (PT) criou a diretoria de crimes cibernéticos na Polícia Federal (PF). Dino disse ter determinado ao diretor-geral da PF, Andrei Passos, que o foco prioritário desse órgão passe a envolver a violência contra as escolas. “Isso é uma providência prática, concreta, que já adotada”, disse.