“Despetização” no Planalto não poupa grávidas e lactantes

A assessoria no ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, diz que as demitidas “receberão direitos e indenizações, como determina a lei”

atualizado 05/01/2019 19:05

Rafael Carvalho/Governo de transição

Na portaria em que exonerou de uma só vez 320 servidores da Casa Civil, o ministro Onyx Lorenzoni não excluiu grávidas nem mães em licença-maternidade. A assessoria dele diz que as demitidas “receberão direitos e indenizações, como determina a lei”. As informações estão na Coluna do Estadão, do jornal O Estado de S.Paulo deste sábado (5/1).

Segundo o ministro, a intenção é iniciar uma “despetização” da pasta, o que ajudaria o presidente Jair Bolsonaro (PSL) a governar “livre de amarras ideológicas”.

A medida atingiu em cheio a Comissão de Ética da Presidência, que funciona com cerca de 10 funcionários cedidos de outros órgãos ou lotados na Casa Civil. Sem eles, o andamento dos processos que investigam ministros e servidores fica prejudicado.

“Nós vamos governar com aqueles que acreditam em nosso projeto, sem ter alguém aqui que tome uma atitude que possa colocar em risco o nosso governo”, disse Onyx sobre o pente-fino.

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