Demissão de Levy não atrapalha reforma da Previdência, diz Marinho

Secretário especial do Ministério da Economia minimizou os efeitos de uma possível crise no andamento do texto no Congresso

atualizado 17/06/2019 14:45

Dida Sampaio/Estadão Conteúdo

Após participar de um almoço com o ministro da Economia, Paulo Guedes, o secretário especial da reforma da Previdência, Rogério Marinho, evitou falar sobre o clima na equipe gerado com a demissão de Joaquim Levy, agora ex-presidente do BNDES. O assunto foi tratado no encontro desta segunda-feira (17/06/2019). “Isso aí [saída de Levy] é com o ministro”, disse Marinho.

O secretário, entretanto, acredita que esse episódio não influenciará no trâmite da reforma da Previdência no Congresso Nacional. O relatório do deputado Samuel Moreira (PSDB-SP) foi apresentado na semana passada e está sob apreciação da Comissão Especial na Câmara.

“A reforma tem vida própria, está na Câmara e já anda sozinha”, afirmou o secretário ao deixar o local.

A reforma tem gerado bate-boca entre Paulo Guedes e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ). O ministro de Jair Bolsonaro (PSL) achou que o relatório apresentado por Samuel Moreira faz uma economia insuficiente para os planos do governo. O democrata rebateu as críticas.

O clima entre o parlamentar e o ministro se acirrou nesta segunda-feira, depois do anúncio da demissão de Levy, ocorrida no fim de semana. Maia classificou o episódio como uma “covardia sem precedentes“.

Joaquim Levy pediu demissão após o presidente Jair Bolsonaro (PSL) dizer que poderia demiti-lo nesta segunda-feira. Isso porque o chefe do Executivo nacional pediu para que ele tirasse do cargo o novo diretor de Mercado de Capitais da instituição financeira, Marcos Pinto, considerado pelo chefe do Planalto como alguém “suspeito”.

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