Delegado diz que Ricardo Salles montou “fraude” para iludir a PF

Alexandre Saraiva citou críticas públicas do ministro a operações, mas disse que motivo da denúncia foi interferência direta no trabalho

atualizado

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Alexandre Saraiva
1 de 1 Alexandre Saraiva - Foto: Michel Jesus/Câmara dos Deputados

O delegado da Polícia Federal Alexandre Saraiva, afastado da Superintendência no Amazonas, disse nesta segunda-feira (26/4) que o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, montou uma “fraude” para tentar iludir os policiais, se utilizando de uma “pseudoperícia” na madeira apreendida em operação da PF.

Segundo o delegado, de 40 mil toras apreendidas, o ministro olhou duas, disse que conferiu a apreensão e afirmou que estava tudo certo e que os proprietários apresentaram escrituras.

Ao falar em uma audiência pública na Câmara, ele apontou que o ministro participou diretamente de uma reunião da qual saiu um conjunto de documentos apresentados à polícia com o objetivo de demonstrar a legalidade da madeira apreendida.

“Quando eu vi aquele conjunto de documentos que saíram de uma reunião organizada, ou pelo menos, com a participação direta do ministro, aquilo se mostrou uma fraude imensa, na qual se buscava iludir a autoridade policial. Entendi que o correto seria encaminhar a notícia-crime ao STF apontando aquele fato”, disse Saraiva.

O delegado disse ainda que o ministro marcou para voltar ao local uma semana depois, quando receberia a documentação necessária das pessoas envolvidas.

Saraiva, que há quatro anos atuava na Superintendência da Amazônia, apontou que a questão fundiária “vem de braços dados com o desmatamento” e que o exploradores não eram nem do estado do Pará.

“A maioria das pessoas não é paraense e não mora no Pará”, destacou o delegado, em uma audiência pública organizada pela Comissão de Legislação Participativa (CLP) e de Direitos Humanos e Minorias (CDHM).

De acordo com o delegado, mais de 70% da madeira apreendida não foi reivindicada por ninguém.

Ele ainda apontou as críticas feitas publicamente pelo ministro à operação, mas disse que esse não foi um fator que motivou a denúncia, mas sim, a interferência direta de Salles.

“O ministro fez uma inversão. Tornou legitima a ação dos criminosos, e não do agente publico. Então, em linhas gerais, foi isso que nos motivou a fazer a notícia-crime”, destacou.

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O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles
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