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Política

"Decepção de Tancredo", afirma Janaína Paschoal sobre Aécio

Uma das autoras do pedido de impeachment da então presidente Dilma Rousseff lembrou que chorou pela morte do avô do senador

19/05/2017 12:48
Rafaela Felicciano/Metrópoles
“Decepção de Tancredo”, afirma Janaína Paschoal sobre Aécio

Uma das autoras do pedido de impeachment da então presidente Dilma Rousseff (PT), a jurista Janaína Paschoal disse nessa sexta-feira (19/5) que não consegue parar de pensar na “decepção de Tancredo (Neves)”, avô do senador Aécio Neves (PMDB-MG), envolvido em um esquema de corrupção após delação e gravação que indica recebimento de R$ 2 milhões da JBS.

“Quando pedi o impeachment da presidente Dilma, eu disse que também pensava em seus netos. E eu estava falando a verdade!”, lembrou Janaína, em seu Twitter. “Naquele momento, pensei nos netos; neste, penso no avô. Não consigo parar de refletir sobre a decepção de Tancredo.”

Segundo Janaína, que afirma que “praticamente não dormiu”, quando Tancredo Neves morreu, ela tinha 10 anos e chorou “como se ele fosse meu avô”, escreveu.

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“Eu prometi a Tancredo que olharia pelo país e confesso que acreditei que os netos dele também tinham esse sentimento”, disse. “Como se mancha o nome de um verdadeiro herói nacional, um mito, por dinheiro?”. A advogada diz, ainda, que Aécio não pode mais compor o Senado Federal.

Ela cita ainda a carta aberta de Joesley Batista, da JBS, que pede desculpa a todos os brasileiros. No comentário, a jurista chama os irmãos empresários, Joesley e Wesley, de “algumacoisaleys”

“Eu me recuso a ler a nojenta carta de desculpas até os “algumacoisaleys” devolverem o nosso dinheiro. Prostituem a nação e fazem cartinha?!”, escreveu. “Queremos saber datas, valores, condições, eventuais montantes devolvidos e qual o saldo devedor da JBS ao BNDES.”