CPI: reverendo admite que Senah não é reconhecida por ONU, CNJ e CNBB

ONG apresentou brasões e logos de órgãos e organizações internacionais em documentos enviados ao Ministério da Saúde

atualizado 03/08/2021 18:23

Revendo Amilton conversa com advogado na CPIHugo Barreto/Metrópoles

O reverendo Amilton Gomes de Paula admitiu, nesta terça-feira (3/8), à CPI da Covid-19, que a Secretaria Nacional de Assuntos Humanitários (Senah), entidade que ele preside, não é reconhecida por instituições como a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e Organização das Nações Unidas (ONU).

A Senah, no entanto, apresentou brasões e logos de órgãos e organizações internacionais em documentos enviados ao Ministério da Saúde durante as negociações por vacinas. Amilton de Paula disse, em um primeiro momento, que tinha parceira com essas entidades. Contudo, após ser confrontado diretamente sobre cada uma, recuou.

“São ONGs e são sociedades civis organizadas que colocam, cedem as suas logos. Nesse caso aí, houve um erro da minha parte em ter colocado essas logos para trabalhar com vacinas”, disse Amilton sobre a ONU.

“Eu tenho parceria com o Instituto Liberty, que tem parceria com o CNJ”, afirmou o reverendo. “Ele [a CNJ] já comunicou e nós retiramos”, afirmou. Quanto à CNBB, ele apenas confirmou não ser reconhecida pela entidade.

“A Ordem de Malta, do Espírito Santo, e também a Associação do Rio Minas acabam de enviar aqui exatamente uma documentação dizendo que não têm nada a ver com a instituição Senah, que, aliás, é também um dos registros que constam na documentação que o senhor apresenta”, acrescentou a senadora Eliziane Gama (Cidadania-MA). Amilton não rebateu.

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Amilton de Paula, que fundou a Secretaria Nacional de Assuntos Humanitários (Senah), uma organização sem fins lucrativos (ONG), teria sido autorizado pelo Ministério da Saúde a negociar vacinas da AstraZeneca em nome do governo brasileiro.

O reverendo também é apontado como intermediário das tratativas entre o Ministério da Saúde e a Davati Medical Supply, que ofertou doses de vacinas ao governo federal.

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