CPI chama sócio da Belcher e questiona Saúde e Anvisa sobre Convidecia

Após as suspeitas de irregularidades em relação à negociação da Covaxin, a comissão mira na transação do imunizante Convidecia

atualizado

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CPI da Covid _ CPI da Pandemia _ Randolfe rodrigues _ Omar Aziz
1 de 1 CPI da Covid _ CPI da Pandemia _ Randolfe rodrigues _ Omar Aziz - Foto: Rafaela Felicciano/Metrópoles

Após as suspeitas de irregularidades em relação à negociação da Covaxin, a CPI da Covid mira na transação da vacina Convidecia. Diante disso, a comissão aprovou, nesta quarta-feira (30/6), a convocação de Emanuel Catori, um dos sócios da Belcher Farmacêutica, que seria a intermediária nas negociações em torno deste imunizante.

A comissão também requisitou informações ao Ministério da Saúde a respeito de todos os detalhes das negociações para aquisição de testes para a detecção de Covid-19 e para a compra da vacina, por intermédio da Belcher. O imunizante é produzido pelo laboratório chinês CanSino Biologics.

Além disso, solicitou informações à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) a respeito dos procedimentos relacionados à Convidecia. A agência deciciu, na última segunda-feira (28/6), encerrar o processo de autorização temporária de uso emergencial, em caráter experimental, da vacina. A Belcher foi responsável pelo pedido.

O processo de aquisição do imunizante chinês foi similar ao do indiano, com um intermediário e o preço por dose mais alto, de US$ 17. A pasta assinou a intenção de compra em 15 de junho, em um contrato de mais de R$ 5 bilhões por 60 milhões de doses.

Catori participou de lives com os empresários bolsonaristas Carlos Wizard e Luciano Hang.

“Esta CPI tem recentemente se debruçado sobre a análise dos contratos firmados pelo governo federal, havendo fortes suspeitas de superfaturamento naqueles em que houve intermediação (e não aquisição diretamente com os laboratórios)”, diz o requerimento, assinado pelos senadores Humberto Costa (PT-PE) e Rogério Carvalho (PT-SE).

A Belcher também é investigada na Operação Falso Negativo, cuja primeira fase foi deflagrada em maio de 2020. De acordo com as investigações, a empresa teria fornecido propostas fictícias em um processo de dispensa de licitação para dar “cobertura” a empresas que foram beneficiadas com contratos para o fornecimento de testes de Covid-19 de forma irregular.

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