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Política

Covid-19: Butantan trabalha com necessidade de aplicação da 3ª dose

Diretor do instituto avalia que a infecção pelo novo coronavírus se tornará endêmica, obrigando aplicações anuais de doses de reforço

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Rafaela Felicciano/Metrópoles
Dimas Covas_CPI da Covid

O diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, afirmou, nesta quinta-feira (27/5), que “tudo indica” a necessidade da aplicação de uma terceira dose de imunizantes contra o novo coronavírus. A fala ocorreu durante depoimento de Covas à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid. 

Covas afirmou que o instituto trabalha no desenvolvimento de uma “dose de reforço” contra a Covid-19. “É minha percepção como cientista, tudo indica que haverá necessidade de doses anuais, a gente chama de doses de reforço, como ocorre com a vacina da gripe”.

O diretor acredita que a Covid-19 se tornará endêmica. “Algumas companhias já trabalham com a possibilidade de terceira dose, inclusive o Butantan, que desenvolve estudos para ter reforço vacinal uma vez ao ano”.

Ainda conforme dito por Covas, a tecnologia e eficácia das vacinas disponíveis no mercado atual “levam a uma necessidade anual de vacinação” da população.

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Diretor do Butantan, Dimas Covas, em depoimento na CPI da Covid
CPI da Covid
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Dimas Covas é o décimo depoente do colegiado. Antes dele, a comissão parlamentar ouviu a secretária de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde do Ministério da Saúde, Mayra Pinheiro.

Os senadores ouviram os ex-ministros Luiz Henrique Mandetta, Nelson Teich e Eduardo Pazuello, além do atual chefe da Saúde, Marcelo Queiroga.

O ex-chanceler Ernesto Araújo, o gerente-geral da Pfizer para a América Latina, Carlos Murillo, o ex-secretário de Comunicação da Presidência Fabio Wajngarten e o presidente da Anvisa, Antonio Barra Torres, também prestaram depoimento.

A CPI da Covid-19 tem o objetivo de investigar as ações e omissões do governo federal no enfrentamento à pandemia e, em especial, no agravamento da crise sanitária no Amazonas com a ausência de oxigênio, além de apurar possíveis irregularidades em repasses federais a estados e municípios.