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Política

Com Eduardo presidindo sessão, oposição discursa contra Bolsonaro

Filho 03 do presidente Jair Bolsonaro não respondeu às provocações dos parlamentares do PDT e do PT que subiram à tribuna

16/12/2021 11:22, atualizado 17/12/2021 12:42
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Paulo Sergio/Agência Câmara
Eduardo Bolsonaro

Deputados de oposição aproveitaram, nesta quinta-feira (16/12), o período de breves discursos com o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) sentado na cadeira de presidente da Câmara dos Deputados, e subiram à tribuna para criticar o presidente Jair Bolsonaro (PL), pai de Eduardo.

O vice-líder do PDT, deputado Paulo Ramos (RJ), aliado do ex-ministro e presidenciável Ciro Gomes (PDT) – alvo de operação da Polícia Federal nessa quarta-feira (15/12) – afirmou que o governo Jair Bolsonaro usa o Estado para perseguir adversários.

“O exercício parlamentar cria uma vulnerabilidade grande em relação a honra, a honra pessoal todos somos vulneráveis. Numa sociedade democrática sadia os riscos são grandes, mas numa sociedade como a nossa a partir da liderança desse presidente da República a vulnerabilidade é ainda maior, porque ele dispõe de instrumentos de estados para promover perseguições”, disse o pedetista.

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A seguir, os candidatos à Presidência
Cabo Daciolo (Brasil 35) - Filiou-se ao partido Brasil 35 em outubro de 2021 e foi oficializado como pré-candidato para as eleições. No fim de dezembro, desistiu e declarou voto em Ciro Gomes
Ciro Gomes, do PDT
O primeiro turno da eleição para presidente da República está marcado para 2 de outubro de 2022
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O primeiro turno da eleição para presidente da República está marcado para 2 de outubro de 2022

Rafaela Felicciano/Metrópoles
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A seguir, os candidatos à Presidência

Raimundo Sampaio/Esp. Metrópoles
Cabo Daciolo (Brasil 35) - Filiou-se ao partido Brasil 35 em outubro de 2021 e foi oficializado como pré-candidato para as eleições. No fim de dezembro, desistiu e declarou voto em Ciro Gomes
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Cabo Daciolo (Brasil 35) - Filiou-se ao partido Brasil 35 em outubro de 2021 e foi oficializado como pré-candidato para as eleições. No fim de dezembro, desistiu e declarou voto em Ciro Gomes

Alex Ferreira/Câmara dos Deputados
Ciro Gomes, do PDT
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Ciro Gomes, do PDT

JP Rodrigues/Especial para Metrópoles
Felipe d'Ávila, do Novo
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Reprodução/Instagram
Jair Bolsonaro, do PL
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Jair Bolsonaro, do PL

Alan Santos/PR
João Doria (PSDB) - Vencedor das prévias do partido, Doria está oficializado como pré-candidato
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João Doria (PSDB) - Vencedor das prévias do partido, Doria está oficializado como pré-candidato

Rodrigo Zaim/ Especial Metrópoles
Leonardo Péricles, do UP
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Leonardo Péricles, do UP

Emiliana Silbertein/ Amanda Alves/ Manuelle Coelho/ Jorge Ferreira
Luiz Inácio Lula da Silva, do PT
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Fábio Vieira/Metrópoles
Simone Tebet, do MDB
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Simone Tebet, do MDB

Igo Estrela/Metrópoles

Na sequência subiu o deputado Helder Salomão (ES), vice-líder do PT, que destacou a última pesquisa do IPEC, na qual o ex-presidente Lula aparece com 48% das intenções de votos, ante 21% de Bolsonaro, e pontuou que 55% da população avalia o governo como ruim ou péssimo.

“Esses resultados mostram que a população brasileira está muito atenta ao que está acontecendo no Brasil. É óbvio que as pessoas estejam bastante desolada, desanimada e sem perspectiva com o futuro do país. Aumentou fome, desemprego, desigualdade social”, disse ele, pedindo que fosse veiculado o discurso no programa A Voz do Brasil.

O vice-líder da oposição, Jorge Solla (PT-BA), também subiu à tribuna e ironizou o governo.

“Infelizmente, o que podemos desejar é feliz 2023. Porque teremos mais um ano perdido com esse desgoverno. Com desastre, com desmento e com a destruição. Governo genocida, fascista que conseguiu em menos de três anos desmontar todas as políticas públicas que faziam a diferença na vida das pessoas. Estão normalizando os absurdos”, declarou.

Solla comentou ainda que Bolsonaro demitiu a diretora do Iphan por ter tido problemas com o empresário bolsonarist Luciano Hang, das lojas Havan. “Estamos acabando 2021 e fazendo contagem regressiva para acabar 2022. Ninguém acredita que chegaríamos nesse absurdo”, acrescentou.

De cabeça baixa, lendo documentos, Eduardo limitou-se a responder “perfeito”, a cada manifestação, e chamar o deputado seguinte.