Com 71 mil mortos por Covid-19, Bolsonaro ainda critica isolamento social

O presidente da República voltou a falar em "guerra" contra os governadores, que ainda não reabriram totalmente a economia em seus estados

atualizado 12/07/2020 11:36

Presidente Jair Messias Bolsonaro cumprimenta apoiadores e fala com a imprensaRafaela Felicciano/Metrópoles

O presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), voltou a criticar, neste domingo (12/7), as medidas de proteção adotadas por governadores e prefeitos do país no combate à pandemia do novo coronavírus. O chefe do Executivo federal defende a reabertura da economia, apesar de o Brasil ter ultrapassado a marca de 71 mil mortos durante pela doença.

Bolsonaro, em uma rede social, lamentou os “milhões de empregos destruídos” e ressaltou que a “realidade do futuro de cada família brasileira deve ser “despolitizada”. “Os números reais dessa guerra brevemente aparecerão”, criticou Bolsonaro no Facebook.

“Milhões de empregos destruídos, dezenas de milhões de informais sem renda e um país na beira da recessão”, escreveu no texto intitulado como “A hora da verdade”.

Para o presidente, “a desinformação foi uma arma largamente utilizada” durante o enfrentamento à Covid-19. “O pânico foi disseminado fazendo as pessoas acreditarem que só tinham um grave problema para enfrentar”, afirmou, sem lamentar os mais de 71 mil mortos pela doença.

Diante dos impactos econômicos da crise, Bolsonaro voltou a ressaltar o pagamento do auxílio emergencial de R$ 600 durante a pandemia e o socorro financeiro às pequenas e médias empresas, tratados por ele como ações do governo federal.

Bolsonaro, porém, inicialmente sugeriu que o auxílio fosse de apenas R$ 200. Foram os deputados que aumentaram o valor, ratificado pelos senadores.

Bolsonaro lamentou ainda o que chamou de “efeito colateral” do combate ao vírus. “Sempre disse que o efeito colateral do combate ao vírus não poderia ser pior que o próprio vírus. Não será fácil, mas havemos de recomeçar”, concluiu.

0

Últimas notícias