Cirurgia de Bolsonaro dura sete horas e termina “com êxito”

O presidente passou por procedimento para retirar a bolsa de colostomia que usa desde que levou uma facada no abdômen

atualizado 28/01/2019 17:22

Reprodução/Twitter

A cirurgia do presidente Jair Bolsonaro (PSL), para retirada da bolsa de colostomia, acabou na tarde desta segunda-feira (28/1), após sete horas de operação. De acordo com boletim médico divulgado, o procedimento foi realizado sem intercorrências e sem a necessidade de transfusão de sangue. O presidente segue internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), onde ficará em observação, no Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo.

“A cirurgia de reconstrução do trânsito intestinal e extensa lise de aderências decorrentes das duas cirurgias anteriores. Foi realizada anastomose do íleo com o cólon transverso, que é a união do intestino delgado com o intestino grosso. O procedimento teve duração de 7 horas, ocorreu sem intercorrências e sem necessidade de transfusão de sangue. No momento, o paciente encontra-se, na Unidade de Terapia Intensiva, clinicamente estável, consciente, sem dor, recebendo medidas de suporte clínico, prevenção de infecção e de trombose venosa profunda”, destaca o boletim.

Assinam o documento os médicos Antônio Luiz Macedo (cirurgião), Leandro Echenique (clínico e cardiologista) e Miguel Cendoroglo (diretor do Hospital Israelita Albert Einstein)

O Palácio do Planalto informou que a cirurgia foi encerrada “com êxito” e que o boletim com informações será divulgado tão logo seja autorizado pela equipe médica.

O procedimento foi comandado pelo médico gastroenterologista Antonio Luiz Macedo. Bolsonaro está internado desde sábado (27) e deve permanecer no hospital por mais 10 dias, até sua completa recuperação. Nas primeiras 48h, o general Hamilton Mourão vai comandar o Palácio do Planalto.

Em seguida, Bolsonaro pretende despachar de dentro do hospital. O Gabinete de Segurança Institucional (GSI) montou uma estrutura com computador, telefone, internet e impressora para que o presidente possa trabalhar enquanto se recupera da cirurgia. A ideia é que ele se comunique com os demais ministros por videoconferência.

Até agora o general Augusto Heleno e o porta-voz do Planalto, Otávio Rêgo Barros, além de alguns auxiliares mais próximos do gabinete pessoal, viajaram a São Paulo. Eles ficarão hospedados em um hotel onde foi montado um pequeno “quartel-general” de apoio ao governo.

Ataque
Este é o terceiro procedimento cirúrgico ao qual o presidente se submete desde que levou uma facada na barriga, no dia 6 de setembro de 2018. O golpe atingiu o intestino e foi preciso colocar uma bolsa de colostomia no presidente.

O atentado aconteceu durante agenda da campanha presidencial em Juiz de Fora (MG). Adélio Bispo, responsável pelo crime, foi preso minutos depois e está detido no presídio federal de segurança máxima de Campo Grande (MS).

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