Chamado de brocha e gay passivo, Bolsonaro responde: “Não adianta tentar me cantar”

Declaração ocorre no momento em que governo é alvo da CPI da Covid-19, no Senado

atualizado 17/05/2021 14:30

Bolsonaro em AlagoasAlan Santos/PR

Em resposta a um artigo publicado pela revista IstoÉ, na manhã desta segunda-feira (17/5), o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) retrucou e  afirmou que “não adianta tentar” cantá-lo. A publicação discute a fixação do chefe do Executivo em fazer analogias de cunho sexual.

Veja o post:

O artigo foi publicado minutos depois de o presidente ter conversado com apoiadores na saída do Palácio da Alvorada e ter, mais uma vez, usado os termos  “imbrochável”, “imorrível” e “incomível”.

CPI da Covid

A publicação do presidente Jair Bolsonaro ocorre no momento em que o governo federal é alvo de uma Comissão de Inquérito Parlamentar (CPI) para investigar ações e omissões da União no combate à pandemia do coronavírus.

Até o momento compareceram à comissão, na condição de testemunha: os ex-ministros da Saúde Luiz Henrique Mandetta e Nelson Teich; o atual chefe da pasta, Marcelo Queiroga; o presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Antonio Barra Torres; o ex-secretário de Comunicação do governo Fabio Wajngarten; e o gerente-geral da Pfizer para a América Latina, Carlos Murillo.

Todos os depoentes revelaram informações que, na visão de senadores independentes e da oposição, expõem a omissão do governo no enfrentamento à pandemia.

Além disso, os senadores avaliam convocar o vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ), filho do presidente, para ser ouvido pela CPI. A suspeita é de que o chefe do Executivo federal tinha uma espécie de “assessoria paralela” ao Ministério da Saúde no tocante à pandemia.

Aos senadores, o ex-ministro Mandetta e o gerente da Pfizer Carlos Murillo confirmaram que o vereador participou de reuniões que visavam a compra de vacinas contra a Covid-19.

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