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Política

Cardozo prende atenção no plenário do Senado

Durante a sua fala, o advogado de defesa da presidente afastada Dilma Rousseff (PT) prendeu a atenção dos senadores. Em tom emocionado, disse que a petista incomoda as elites e está sendo condenada por não barrar a Lava Jato

30/08/2016 13:54, atualizado 30/08/2016 16:28
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Rafaela Felicciano/Metrópoles
Cardozo prende atenção no plenário do Senado

Advogado da presidente afastada, Dilma Rousseff (PT), o ex-ministro da Justiça José Eduardo Cardozo conseguiu um feito difícil no plenário do Senado: silêncio e atenção. Com uma hora e meia para fazer o último discurso da defesa de Dilma no processo de impeachment, na manhã desta terça-feira (30/8), Cardozo optou por começar a fala com tom emocionante. Falou sobre as torturas sofridas pela petista e fez alusão ao processo que ela enfrenta atualmente. “Torturavam e machucavam a menina falando que estavam fazendo o bem.”

Cardozo disse que Dilma começou a ser atacada por opositores logo após ter vencido as eleições. Afirmou que os ataques se intensificaram quando ela se negou a frear a Lava Jato. Disse ainda que o processo teve início porque Eduardo Cunha (deputado federal pelo PMDB-RJ e ex-presidente da Câmara dos Deputados) teve os interesses contrariados.

Cardozo fez vários elogios à Dilma e disse que doeu ter ouvido certas críticas à honra da presidente afastada. Desafiou os políticos a falarem se receberam alguma proposta imoral de Dilma. “É indigno esse assassinato de reputação que fazem aqui no Senado. É injusto”, disparou. “É uma mulher que incomoda. Que incomodou as elites, que não parou a Lava Jato”, completou.

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Cardozo cumprimenta a senadora Gleisi Hoffmann com um beijo na testa

Enquanto discursava, Cardozo era assistido em silêncio. Aliados e até opositores de Dilma faziam elogios. Um dos senadores favoráveis ao impeachment disse aos pares que Cardozo provocou mais emoção ao falar do que a presidente afastada Dilma Rousseff, que prestou depoimento no plenário nesta segunda-feira (29).

José Eduardo Cardozo encerrou a sua fala por volta das 13h10 pedindo aos senadores que votem pela “justiça e pela democracia”. Ao descer do púlpito do Senado, foi abraçado por apoiadores de Dilma, como a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR).

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Janaína Paschoal (ao centro) recebe flores da senadora Ana Amélia (esquerda)

A advogada de acusação, Janaína Paschoal, também recebeu cumprimentos e até flores da senadora Ana Amélia (PP-RS). Durante o depoimento de Dilma na segunda, a parlamentar chamou a atenção pelo traje em tons de verde e amarelo.