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Política

Câmara: Lira reúne líderes neste domingo para discutir pauta econômica

Primeira semana de julho terá esforço concentrado na Câmara. Presidente Arthur Lira recebe líderes partidários na noite deste domingo (2/7)

02/07/2023 14:50, atualizado 02/07/2023 16:57
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Igo Estrela/Metrópoles
Presidente da Câmara dos Deputados , Arthur Lira (PP-AL) abre a sessão no plenário - Metrópoles

Ante uma semana de esforço concentrado na Câmara dos Deputados, o presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL), recebe, na noite deste domingo (2/7), líderes partidários para discutir a pauta a ser votada.

São majoritariamente matérias da agenda econômica: o projeto de lei (PL) da retomada do voto de confiança no Carf, as alterações feitas pelo Senado Federal no marco fiscal e a reforma tributária.

A reunião de líderes, que costuma ocorrer às terças-feiras, foi antecipada porque há previsão de sessão nos cinco dias da semana. O encontro ocorre na Residência Oficial da Presidência da Câmara, em Brasília, a partir das 19h.

Na sexta (30/6), Lira recebeu o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, para programar as votações. O titular da pasta econômica segue em São Paulo e não deverá participar da reunião deste domingo.

Um ato da Mesa Diretora cancelou as reuniões das comissões nesta semana. A intenção é manter o foco na pauta do plenário.

Os projetos

O PL 2.384/2023 tranca a pauta de votações e deverá ser o primeiro item votado. O texto retoma o chamado voto de qualidade no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf). O texto substitui a Medida Provisória (MP) 1.160/2023, editada no início deste ano, que perdeu validade.

Na prática, a retomada do voto de qualidade permite que os conselheiros representantes da Fazenda Nacional, que presidem as turmas e câmaras do Carf, possam desempatar as votações a favor da União em litígios tributários. Desde 2020, sob o governo de Jair Bolsonaro (PL), a legislação estabelecia que, em caso de empate, os contribuintes fossem beneficiados.

O marco fiscal (PLP 93/2023) é a nova regra de controle de gastos proposta pelo governo Lula (PT). O intuito do Executivo é aumentar a capacidade de investimento sem elevar a dívida pública.

O texto foi aprovado pelo Senado na última semana e, devido às alterações feitas pelo relator Omar Aziz (PSD-AM), precisará retornar à Câmara.

Aziz alterou quatro pontos do texto aprovado pela Casa Baixa: retirou o Fundo Constitucional do DF (FCDF) e o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) do limite de gastos.

Além disso, o senador retirou investimentos com ciência, tecnologia e inovação do teto, além de alterar o prazo de cálculo do Índice de Preço ao Consumidor Amplo (IPCA).

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Revisão de incentivos

Por fim, a reforma tributária está ancorada na PEC nº 45/2019, na Câmara dos Deputados, com parte da PEC nº 110/2019, no Senado.

A matéria prevê medidas como revisão de incentivos fiscais e a substituição de diversas taxas pelo Imposto sobre Valor Agregado (IVA) dual, dois impostos que vão centralizar os cinco tributos sobre consumo que existem hoje (PIS, Cofins, IPI, ICMS e ISS).

A ideia é votar a matéria antes do recesso legislativo, que se inicia em 18 de julho, e enviá-la para análise do Senado. Ao Metrópoles, uma fonte disse que a tributária pode começar a ser analisada nesta semana de 3 a 7 de julho, mas sua votação pode ser finalizada apenas na semana seguinte, possivelmente no dia 12, quarta-feira. Ainda há alguns nós travando o andamento da proposta, que precisa ser votada em dois turnos.

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O governo pretende ainda votar a MP que retoma o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), último programa social recriado pelo governo e ainda pendente de apreciação. A medida é relatada pelo deputado Guilherme Boulos (PSol-SP).