Bolsonaro vê “entraves burocráticos”, mas elogia relação com China e Índia

Segundo presidente, não há entraves políticos no tocante à importação de insumos da China e de imunizantes contra a Covid-19 da Índia

atualizado 21/01/2021 20:05

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O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) negou nesta quinta-feira (21/1) que tenha minado o relacionamento do Brasil com países como China e Índia e falou em “entraves burocráticos”. “Nada político”, assegurou.

Durante transmissão ao vivo que faz nas redes sociais todas as quintas, Bolsonaro ainda criticou a última edição do Jornal Nacional, da TV Globo, na qual o jornalista William Bonner falou sobre o assunto.

“O interesse que o mundo tem no Brasil e nós temos na Índia. Um excelente relacionamento. A questão da China, mesma coisa. Os números não mentem. Os números da nossa balança comercial — que nós vendemos — de 2019 foi maior que 2018. A de 2020 foi melhor que 2019. Alguns querem que eu fale o que eu conversei com o Xi Jinping… eu não sou esse cara de falar e correr para imprensa, não vou, muita coisa é reservada. Muita coisa essa semana foi tratada de forma reservada, quando recebemos o embaixador da Índia”, completou.

“O problema, como o próprio embaixador disse, é burocrático, não é nada político”, reiterou o presidente, que voltou a atacar o apresentador do JN.

O [William] Bonner vem mentir no Jornal Nacional, com aquela cara de pastel, dizendo que eu minei esse relacionamento”, queixou-se o presidente.

“Não tem nada como o Bonner falou, que nós minamos o relacionamento. Parem de mentir pessoal, tomem vergonha na cara. Vocês atrapalham o Brasil assim. Eu tenho vergonha de vocês por fazerem um jornalismo dessa maneira. […] A nossa política externa é excepcional”, garantiu o presidente Bolsonaro.

Corrida para a compra de vacinas e insumos

Nessa quarta (20/1), a Secretaria de Comunicação da Presidência informou que o governo federal vem tratando com “seriedade” as questões referentes ao fornecimento de insumos farmacêuticos para a produção de vacinas contra a Covid-19.

Conhecido por IFA, sigla para “ingrediente farmacêutico ativo”, o produto nada mais é que a matéria-prima para a fabricação das vacinas. O insumo virá da China, mas ainda não há data para chegar ao Brasil.

Já nesta quinta, a Índia autorizou a exportação das vacinas de Oxford ao Brasil após uma semana de atraso. Segundo o Ministério da Saúde, o voo que trará as 2 milhões de doses deve pousar em solo brasileiro no fim da tarde desta sexta-feira (22/1).

A vacina em questão, desenvolvida pela Universidade de Oxford em parceria com a farmacêutica AstraZeneca, tem eficácia de 70%. No Brasil, será produzida pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

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