Bolsonaro usa atentado na França para defender discurso sobre “cristofobia”

No ataque à basílica de Notre-Dame de Nice, a brasileira Simone Barreto, de 44 anos, nascida na Bahia, foi uma das três vítimas

atualizado 29/10/2020 22:44

Bolsonaro sanciona maior pena, de até cinco anos, por maus-tratos a animaisIgo Estrela/Metrópoles

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) usou a morte de uma brasileira em atentado terrorista na França para defender seu discurso na Organização das Nações Unidas (ONU) no qual ele falou sobre a “cristofobia”. A manifestação do presidente ocorreu em conversas com apoiadores nesta quinta-feira (29/10), após retornar de uma viagem ao Maranhão.

“Ficamos sabendo de notícias tristes mundo afora, de decapitação de pessoas, de pessoas não, de cristãos na França. Parece que uma brasileira também foi esfaqueada. O mundo tem que se preocupar com isso. Falei na ONU agora sobre a tal da cristofobia. Tem que se preocupar”, disse o presidente.

“Nós admitimos qualquer religião, mas não podemos admitir a intolerância, ainda mais desta forma. Estamos pegando mais informações. A mídia tradicional não dá muito espaço para isso não. Não mostra a verdade. Tem bairros na França que parece que tem uma religião dominando lá, e alguns países também”, disse o presidente.

A brasileira morta no ataque terrorista na basílica de Notre-Dame de Nice foi identificada como Simone Barreto, de 44 anos, nascida na Bahia. De acordo com a polícia francesa, morreram no atentado, além de Simone, uma mulher de cerca de 70 anos, que foi degolada, e o sacristão da igreja, identificado como Vicente, de 55 anos, com cortes na garganta.

 

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