Bolsonaro sobre Bolívia: “Alegação de golpe nos parece descabida”

Em reunião do Prosul, presidente do Brasil expressou preocupação com situação do país vizinho, onde ex-presidente foi presa acusada de golpe

atualizado

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Marcos Corrêa/PR
Bolsonaro em reunião virtual do Mercosul
1 de 1 Bolsonaro em reunião virtual do Mercosul - Foto: Marcos Corrêa/PR

Em reunião do Fórum para o Progresso e Desenvolvimento da América do Sul (Prosul), nesta terça-feira (16/3), o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) expressou preocupação com a situação da Bolívia, onde a ex-presidente Jeanine Áñez foi presa acusada de ter participação em um golpe de Estado contra Evo Morales em 2019.

Várias cidades do país registraram protestos contra a prisão, na noite de segunda-feira (15/3). A Organização dos Estados Americanos (OEA) e os Estados Unidos expressaram preocupação com o novo clima de tensão política na Bolívia.

“Cumpre recordar que a defesa e promoção da democracia é um dos princípios basilares do Prosul. Nesse sentido, nos preocupam os acontecimentos em curso na Bolívia, nosso vizinho e país-irmão, onde a ex-presidente Jeanine Áñez e outras autoridades foram presas sob alegação de golpe, que nos parece totalmente descabida”, disse Bolsonaro.

Jeanine Áñez, de 53 anos, foi presa no sábado (13/3), na cidade de Trinidad, capital do departamento amazônico de Beni (nordeste). No domingo (14/3), a Justiça determinou quatro meses de prisão preventiva para a ex-presidente.

Outros cinco ex-ministros de Áñez também foram detidos, e o governo do Peru informou que a ex-ministra Roxana Lizárraga solicitou asilo.

“Esperamos que a Bolívia mantenha em plena vigência o estado de direito e a convivência democrática”, prosseguiu Bolsonaro, em sua fala.

A oposição de direita e de centro acusa a Justiça boliviana de estar subordinada ao governo de Arce, herdeiro político de Morales. Já o ministro da Justiça, Iván Lima, disse que o “golpe deve ser resolvido na Justiça e não nas ruas”.

A ex-presidente é acusada de participação nos crimes de terrorismo, sedição e conspiração. Áñez disse que estava sendo vítima de uma perseguição por parte do Movimento ao Socialismo (MAS), partido do atual presidente, Luis Arce, e do ex-presidente Evo Morales.

Reunião Prosul

O mandatário brasileiro participou, nesta terça-feira, da VI Reunião Extraordinária de Presidentes do Prosul. O grupo é atualmente presidido por Iván Duque, presidente da Colômbia.

Bolsonaro estava acompanhado dos ministros das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, e da Economia, Paulo Guedes.

Outros chefes de Estado presentes foram os presidentes do Equador, Lenín Moreno; do Paraguai, Mario Abdo Benítez; do Chile, Sebastián Piñera; do Suriname, Chan Santokhi; e o primeiro-ministro da Guiana, Mark Phillips. Também compareceu o presidente do Banco Interamericano de Desenvolvimento, Mauricio Claver-Carone.

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