Bolsonaro quer taxar dividendos acima de R$ 400 mil para completar Auxílio Brasil de R$ 600

Outra solução apontada pelo presidente é a elaboração de uma nova PEC, nos moldes da que viabilizou a dos auxílios

atualizado 01/09/2022 21:11

Jair Bolsonaro participa do Diálogos com os Candidatos à Presidência, feito pela Unecs Rafaela Felicciano/Metrópoles

O presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou, nesta quinta-feira (1º/9), que, se reeleito, pretende taxar lucros e dividendos acima de R$ 400 mil mensais para garantir a continuidade do Auxílio Brasil em R$ 600. A declaração ocorreu durante a live semanal do chefe do Executivo federal.

Nessa quarta (31/8), o governo federal enviou o Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) 2023 com o benefício social na faixa dos R$ 405.

Na live, Bolsonaro rebateu as críticas que recebeu por ter encaminhado a proposta com o valor abaixo do ofertado atualmente.

Vale lembrar que os R$ 600 decorrem da aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) dos Auxílios, que turbinou benefícios sociais vigentes, além de ter criado novas ajudas financeiras aos mais pobres.

Segundo o presidente, uma das alternativas estudadas é justamente a criação de nova PEC de mesma finalidade. “Da mesma forma, se vota uma PEC e o Parlamento será favorável. A esquerda vai discursar contra e vai votar a favor”, ironizou.

Bolsonaro afirma que a taxação de dividendos também poderá viabilizar a correção da tabela do Imposto de Renda.

Veja:

Logo depois, Bolsonaro mandou um “aviso para os críticos”: “No ano que vem, será mantido R$ 600 do Auxílio Brasil. Palavra minha e do Paulo Guedes. Não pude botar agora no Orçamento, por questão de responsabilidade fiscal. (…) Tá mantido o auxílio de R$ 600 para 20 milhões de famílias que recebem pelo Brasil”.

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