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Política

Bolsonaro parte para o ataque contra o PT no cercadinho do Alvorada

Presidente afirmou que partido aparelhou ministérios, citou casos de corrupção e ironizou inteligência de ex-presidentes Lula e Dilma

28/01/2022 15:15, atualizado 28/01/2022 19:38
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Rafaela Felicciano/Metrópoles
Fotografia colorida. Bolsonaro aparece de perfil, à esquerda da imagem, vestindo paletó. A foto foi tirada no Palácio da Alvorada

O presidente Jair Bolsonaro (PL) partiu para o ataque contra o PT nesta sexta-feira (28/1) em conversa com apoiadores na saída do Palácio da Alvorada. Pressionado por pesquisas que o mostram atrás do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Bolsonaro acusou o antecessor de ter feito “transposição de dinheiro” para o bolso de amigos e de ter aparelhado o Estado brasileiro.

O chefe do Executivo comentava com seus simpatizantes uma previsão de viagem ao Rio Grande do Norte em 7 de fevereiro, quando criticou Lula, que reivindica a paternidade da transposição do Rio São Francisco.

“Lá atrás, quem começou a fazer [a transposição] foi Dom Pedro, na verdade. Tinha um cara de nove dedos que falava que ia acabar até 2012, não acabou. Ele fez transposição de dinheiro, da União para o bolso dos amigos dele. Isso ele fez”, afirmou Bolsonaro, segundo registro de um canal no YouTube simpático ao governo.

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“Até o Palocci disse isso: só não aparelharam o Banco Central. Então, é um aparelhamento total para assaltar o Estado em busca do poder absoluto, cujo último ato é assassinar a liberdade de vocês”, continuou.

Na conversa, gravada no início da manhã desta sexta, Bolsonaro não fez nenhuma menção ao depoimento à Polícia Federal ordenado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.

O mandatário deve prestar esclarecimentos no âmbito do inquérito que investiga pronunciamento tratando de ataque hacker ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Mesmo com determinação de depoimento presencial, Bolsonaro não compareceu à sede da PF em Brasília.

Moraes nega pedido da AGU para Bolsonaro faltar a depoimento na PF

Drogas, combustíveis e livros

Bolsonaro disse a seus apoiadores que o PT defende a legalização das drogas, apesar de não apontar em que situação isso aconteceu. “Só quem tem um filho drogado na família sabe o que é isso aí. E o PT quer liberar as drogas”, afirmou.

Bolsonaro ainda acusou o partido de ser um dos responsáveis pelo alto preço dos combustíveis no Brasil:

“O grande problema nosso é que a gente não consegue refinar o diesel e a gasolina nossa aqui. Mas também o Lula entregou para a Bolívia uma refinaria nossa, além de comprar uma sucata de Pasadena. Comprou uma no Japão também”, apontou.

Na continuação, afirmou o PT fez algo “inacreditável” no Brasil. “É impressionante ver gente falar que: ‘Não, ele tem que voltar… A gasolina vai voltar a R$ 3’. Não vai voltar a R$ 3 não. Se um dia deixar ele voltar, vai voltar a R$ 20”, afirmou.

Além de questionar eleitores que defendem uma nova eleição de Lula, Bolsonaro disse estar confortável com o fato de ter derrotado um petista em 2018: “Uma coisa me conforta: é saber que não está no meu lugar um vermelho”.

Como grupo de apoiadores no interior do palácio, Bolsonaro convidou o grupo para conhecer a biblioteca presidencial e ironizou a inteligência dos ex-presidentes Lula e Dilma Rousseff.

“O pessoal da esquerda fala que eu não estou preparado. Realmente, tenho minhas deficiências. Agora, para comparar com aquele cara [Lula] é brincadeira”, disse ele.

Em seguida, em referência à frase da ex-presidente Dilma, ele disse: “Se alguém achar algum livro aí sobre estocar vento me avisa que eu não achei ainda não”.