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Política

Governo exonera coronel Cerqueira da presidência do ICMBio

O presidente reestruturou o órgão com nomes vindos de batalhões ambientais da Polícia militar de São Paulo

21/08/2020 07:35, atualizado 21/08/2020 09:22
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Fabio Rodrigues Pozzebon/Agência Brasil
Governo exonera coronel Cerqueira da presidência do ICMBio

O presidente do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Homero de Giorge Cerqueira, foi exonerado da chefia do órgão. A demissão de Cerqueira foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta sexta-feira (21/8).

Coronel da Polícia Militar de São Paulo, Cerqueira assumiu o órgão em maio deste ano. Além da presidência, o governo havia feito substituições na Diretoria de Criação e Manejo de Unidades de Conservação; na Diretoria de Ações Socioambientais e Consolidação Territorial e na Diretoria de Pesquisa, Avaliação e Monitoramento da Biodiversidade. À época, todos os novos nomeados eram oriundos do Comando de Policiamento Ambiental da PM de São Paulo.

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Homero de Giorge Cerqueira, agora ex-presidente do ICMBio, informou que teve coronavírus em abril
O presidente do ICMBio, Homero George Cerqueira, foi exonerado do cargo
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O presidente do ICMBio, Homero George Cerqueira, foi exonerado do cargo

Fabio Rodrigues Pozzebon/Agência Brasil
Homero de Giorge Cerqueira, agora ex-presidente do ICMBio, informou que teve coronavírus em abril
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Homero de Giorge Cerqueira, agora ex-presidente do ICMBio, informou que teve coronavírus em abril

PMSP/DIVULGAÇÃO

A saída do cargo ocorre após divergências entre o coronel e o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, por causa dos incêndios que atingem o Pantanal. Os dois se reuniram nessa quinta-feira (20/8) para tratar do assunto e conversar sobre compensações ambientais. Após o encontro, segundo o jornal Estado de São Paulo, Salles decidiu demití-lo.

A indicação do coronel da PM e outros membros da polícia fazia parte de uma estratégia de militarização do ICMBio. Os nomes sem perfil técnico para o cargo geraram resistência entre os servidores, que chegaram a divulgar uma carta de protesto com mais de 350 assinaturas.

No documento, os funcionários pediam o “fim à política de assédio e intimidação de servidores, envolvendo, entre outras estratégias, as remoções de cunho punitivo, o cerceamento à livre manifestação, além de críticas e insultos às instituições e servidores por parte do alto escalão do governo federal”.

O coronel é doutor em educação pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), bacharel em direito pela Universidade de Guarulhos e administrador de projetos. (Com informações do Estadão Conteúdo)